Morto em banco: novas imagens mostram idoso chegando em shopping; VEJA

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) disse a polícia que o idoso estava morto há duas horas

Rio de Janeiro – Novas imagens mostram o momento que Érika de Souza Vieira Nunes, 42, andava pelo shopping com o idoso Paulo Roberto Braga, 68, em uma cadeira de rodas. Segundo a polícia, a gravação é de antes da mulher levar o homem até um banco para fazer um empréstimo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acredita que o idoso estava morto há duas horas.

(Foto: Reprodução)

O caso que repercutiu nas redes sociais aconteceu em bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. O vídeo mostra quando Érika chega no estacionamento em um carro cinza, por volta das 13h da terça-feira (17). Um homem segura a cadeira de rodas enquanto a mulher tenta tirar o idoso.

Ela puxa o corpo do idoso para frente e o segura por trás. A cabeça dele mexe um pouco e, em seguida, ela o coloca na cadeira, com ajuda do homem. As pernas do idoso ficam esticadas, e a mulher ajeita em cima do apoio para os pés. A ação durou 27 segundos.

No vídeo, gravado por uma das atendentes do banco, é possível ver o cadáver na cadeira de rodas, com a cabeça sendo sustentada pela mão da ‘sobrinha’. Para fazer o empréstimo, o homem deveria assinar um documento. A mulher começou a reclamar do idoso, falando que ele lhe dava “dor de cabeça” e simulou um diálogo com ele.

“Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, o que eu posso fazer eu faço (…) Assina para não me dar mais dor de cabeça, eu não aguento mais”, disse ela.

A sobrinha continua conversando com o morto, enquanto tenta fazer a mão do cadáver pegar a caneta. De acordo com a Polícia Civil, livores cadavéricos — manchas escuras que correspondem às zonas de falta ou de acumulação de sangue — encontrados no corpo mostram que Paulo Roberto tinha mancha de sangue na nuca, indicando que o idoso não morreu sentado.

Também em depoimento, uma das funcionárias da agência bancária contou que, num primeiro momento, achou o idoso muito debilitado. No momento em que o idoso deveria assinar, porém, a funcionária afirma que ele não respondia e estava com aspecto pálido e sem apresentar sinais vitais.

A advogada de defesa de Éricka disse que o idoso estava vivo quando chegou no banco. “Os fatos não aconteceram como foram narrados. O senhor Paulo chegou à unidade bancária vivo. Existem testemunhas que no momento oportuno também serão ouvidas. Ele começou a passar mal, e depois teve todos esses trâmites. Tudo isso vai ser esclarecido e acreditamos na inocência da senhora Erika”, declarou a advogada Ana Carla de Souza Correa.

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