Mulher é presa por injúria racial e homofobia em padaria de SP; veja vídeo

Caso ocorreu na noite desta sexta-feira (19), depois de vítimas defenderem funcionária que estava sendo humilhada pela mulher

São Paulo – Uma mulher foi presa em flagrante na noite de sexta-feira (20) por lesão corporal, injúria e homofobia praticada contra dois artistas, ambos de 24 anos, na padaria Dona Deôla, no bairro Perdizes, zona oeste de São Paulo. A mulher, identificada pelo boletim de ocorrência como a advogada Lidiane Brandão Biezok, 45 , foi gravada durante o episódio, onde também humilhou funcionários e clientes da padaria.

Mulher foi gravada por outros clientes durante todo o episódio (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

De acordo com a gerente do estabelecimento, Cleide, ouvida pela reportagem, a briga surgiu depois que ela começou a humilhar os funcionários do local. Após presenciarem as ofensas, os dois artistas tentaram defender os trabalhadores. A agressora então passou a xingar os dois com ofensas homofóbicas.

“Eu sou advogada internacional. Cala sua boca, sua b**** do *******”, responde a mulher no vídeo, ao ser confrontada pela dupla. O R7 tentou contato com Lidiane Biezok, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

Em outra parte do vídeo é possível ver a cliente discutindo novamente com os funcionários, alegando que “não estava falando demais p**** nenhuma”. Ela também questiona: “por acaso aqui é uma padaria gay?”. A mulher faz outra série de ofensas de baixo calão no decorrer do vídeo.

Na terceira parte das imagens, ela continua a ofender o mesmo cliente até que parte para cima da vítima e joga um objeto em sua direção. Em seguida, começa a agredi-lo e a puxar o seu cabelo.

Diante das agressões, a padaria chamou a Polícia Militar, que conduziu Lidiane até o 91º DP (Ceasa), onde funcionários e clientes registraram um boletim de ocorrência contra ela. Na delegacia, os jovens afirmaram que também foram vítimas de ofensas raciais.

Em nota, a padaria Dona Deôla afirmou que se “solidariza com as vítimas desse ato repugnante” e que está à disposição para prestar a assistência necessária.

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