Novo Plano Amazônia vai focar em áreas críticas, afirma Mourão

Vice-presidente apresentará ao Conselho Nacional da Amazônia o planejamento das ações de combate a desmatamento e incêndio

Brasília – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (8) a jornalistas que a atuação do governo na Amazônia passará por reformulação, buscando restringir a atuação do Estado nos municípios onde há incidência maior de desmatamentos e queimadas. “É ter foco na ação”, comentou o general da reserva.

Vice-presidente afirmou recentemente que Amazônia sofria ausência do Estado (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência BR)

O novo Plano Amazônia será apresentado nesta quarta-feira (10) ao Conselho Nacional da Amazônia Legal. Mourão coordena o colegiado criado para unificar ações do governo na região.

“A pauta do conselho é… nós vamos apresentar para o conselho como um todo o Plano Amazônia, que é o plano de combate ao desmatamento, queimadas e outras ilegalidades”, explicou rapidamente o general da reserva do Exército.

Na semana passada, Mourão defendeu um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia durante reunião do Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça.

Na condição de presidente do Conselho da Amazônia, o vice-presidente disse que, além do combate ao desmatamento, é necessário investimento em ciência e tecnologia para desenvolver a região. Segundo ele, embora a região seja rica em diversidade natural, não existe nenhuma indústria de biofármacos na Amazônia.

Durante a reunião, Mourão também anunciou os resultados obtidos durante os trabalhos do conselho no ano passado.

“Quais foram o resultados preliminares? Em primeiro, uma desaceleração do desmatamento, nada para a gente sair soltando foguete e dizer: ‘estamos atingindo nossos objetivos’. Mas, desde junho do ano passado até o dia 31 de dezembro, nesses sete meses, nós logramos reduzir o desmatamento em 17%, quando comparado como o mesmo período de 2019”, afirmou.

Dias antes, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o general afirmou que o Brasil “trabalhou sem parar para combater os incêndios e desmatamento na região amazônica”, mas admitiu que as ações “não foram suficientes”.

Na reunião desta quarta-feira (10), também serão apresentados os resultados do programa Abrace o Marajó, coordenadodo pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A iniciativa, conforme o governo federal, visa melhorar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos municípios da região a partir da ampliação do alcance e do acesso da população marajoara aos direitos humanos.

Outro ponto de pauta, conforme Mourão, será o trabalho do Amacro (Desenvolvimento Agropecuário dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia).

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