País registra 3.158 mortes em 24h e nível de oxigênio preocupa

Redes hospitalares em várias partes do País já enfrentam colapso, com filas de leito, falta de remédios e dificuldades de abastecimento de insumos

Brasília – O Brasil registrou 3.158 novas mortes pela Covid-19, a 1ª vez que o País ultrapassou os três mil óbitos no balanço diário. Redes hospitalares em várias partes do País já enfrentam colapso, com filas de leito, falta de remédios e dificuldades de abastecimento de insumos. Monitoramento do Ministério da Saúde aponta fornecimento de oxigênio medicinal ‘preocupante’ em seis Estados e em ‘estado de atenção’ em outros sete. O quadro foi relatado por um assessor do Departamento de Logística da pasta em reunião na segunda-feira (22) com a Procuradoria Geral da República (PGR)

A média semanal de vítimas (2.349), que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, bateu recorde pelo 25º dia seguido nesta terça-feira (23). As terças costumam ter balanços mais altos, uma vez que incorporam dados represados dos dias anteriores – no fim de semana há gargalos na inclusão de dados no sistema. No total, o Brasil tem 298.843 mortos, segundo o consórcio de veículos de imprensa. Especialistas ainda não veem sinais de queda na curva e preveem mais pressão sobre os sistemas de saúde.

O nível de oxigênio já é caso de preocupação em 13 Estados (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

O general Ridauto Fernandes, diretor de Logística do Ministério da Saúde, relatou que há risco de falta de oxigênio medicinal no Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte. Além disso, disse ele, Pará, Bahia, Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se encontram em ‘estado de atenção’.

Conforme a PGR, o general ainda apontou que o governo federal estuda incluir os motoristas de empresas de gases medicinais como grupo prioritário da vacinação contra o novo coronavírus. A demanda é reivindicada pelas fabricantes.

A multinacional White Martins também participou da reunião, na qual teria informado um aumento de até 300% na demanda em algumas localidades. Ela também criticou liminares que determinam a entrega de quantidades do produto sem considerar a situação do setor. Segundo a empresa, as liminares desorganizam a logística e trazem “risco de desabastecimento em grandes hospitais”.

Na segunda-feira (22), o Mato Grosso confirmou que duas fornecedoras notificaram haver risco de desabastecimento a cerca de 50 municípios. No mesmo dia, o Paraná indicou necessitar de mil cilindros.

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