PF realiza operação contra hackers suspeitos de ataque a ConecteSUS

Os hackers também são suspeitos de invadir sistemas de outros órgãos do governo federal

Paraíba – A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (16) oito mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso suspeito de invadir sistemas do Ministério da Saúde e de outros órgãos do governo federal. De acordo com a corporação, os suspeitos foram responsáveis pelo ataque cibernético, em dezembro de 2021, à pagina do ConecteSUS.

(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Na época, o Ministério da Saúde informou que a invasão comprometeu o “Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), o ConecteSUS e funcionalidades como a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 e da Carteira Nacional de Vacinação Digital.”

Mandados de busca e apreensão

Segundo a PF, os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na Paraíba, em Minas Gerais, no Paraná e em Santa Catarina. Ainda de acordo com o inquérito, os ataques foram realizados por uma “organização criminosa transnacional dedicada à prática de crimes dessa natureza, visando entidades públicas e privados no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Colômbia”.

Além do ataque a pasta do Ministério da Saúde, houve invasões aos seguintes órgãos:

  • Controladoria-Geral da União (CGU);
  • Ministério da Economia;
  • Instituto Federal do Paraná (IFPR);
  • Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA);
  • Escola Nacional de Administração Pública (Enap);
  • Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT);
  • Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro;
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
  • Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A Polícia Federal apura os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento, corrupção de menores, com previsão no Estatuto da Criança e do Adolescente, e lavagem de capitais.

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