Polícia do RJ diz ter identificado 18 de 24 mortos em operação no Jacarezinho

Segundo setor de inteligência, identificados tinham antecedentes criminais. MP-RJ acompanha perícia nos corpos

Rio de Janeiro – A Polícia Civil identificou 18 dos 24 mortos na operação do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (7). A 25ª vítima da ação mais letal do Estado é um policial civil, que foi enterrado hoje no Cemitério Jardim da Saudade, na zona oeste.

Segundo a polícia, um laudo do setor de inteligência apontou que os 18 primeiros mortos identificados tinham antecedentes criminais. Foi informado ainda que a ficha e as identificações de cada um serão apresentadas após exames de perícia e necropsia.

Familiares aguardam liberação dos corpos no IML (Foto: Ramon Vellasco / Futura Press / Estadão Conteúdo)

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) declarou que acompanha a perícia nos corpos .

Desde cedo, parentes das vítimas aguardam no IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio, para fazer a identificação dos mortos. Alguns familiares contestaram a versão da polícia e disseram que os agentes entraram na comunidade, na quinta (6), e executaram vítimas.

Nesta, os moradores fizeram um protesto em frente à Cidade da Polícia, sede das delegacias especializadas que fica ao lado do Jacarezinho, para pedir justiça.

Na quinta-feira (6), a comunidade viveu um dia de terror após os confrontos deixarem 25 mortos. Além disso, três agentes e duas pessoas foram baleadas. Por segurança, serviços de transporte e vacinação contra covid-19 nos arredores foram suspensos.

A Polícia Civil alegou ter entrado no Jacarezinho para cumprir 21 mandados de prisão, sendo que três foram cumpridos e outros três alvos morreram, contra um grupo acusado de aliciar menores para o tráfico, mas disse ter enfrentado resistência.

No entanto, representantes da Defensoria Pública e de entidades em Defesa dos Direitos Humanos criticaram a ação. Eles relataram denúncias de excessos da polícia e pediram uma investigação independente.

Investigação

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que vai acompanhar os desdobramentos da operação, que ganhou repercussão internacional. A ONU (Organização das Nações Unidas) também se pronunciou e cobrou uma investigação independente.

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