Por erro, 2 gestantes e 28 crianças são vacinadas contra Covid-19

CoronaVac foi aplicada em um total de 46 moradores que deveriam ser imunizados contra gripe

São Paulo – A Prefeitura de Itirapina, no interior de São Paulo, confirmou que entre os 46 vacinados erroneamente contra a Covid-19 estão duas gestantes, 28 crianças com idades entre 1 e 5 anos, dois funcionários públicos e quatro profissionais da Saúde. As pessoas deveriam ter tomado a dose contra a influenza.

Segundo a prefeita Maria da Graça Zucchi Moraes, o erro da técnica de enfermagem foi lamentável. “Estamos chocados com tudo isso que aconteceu, com esse erro lamentável ocorrido há dois dias. Nós estamos desenvolvendo a vacinação no município de forma exemplar, mas não podemos fugir disso, ocorreu um erro. Isso está sendo apurado, a prefeitura já instaurou um processo administrativo e serão apuradas as responsabilidades”.

Por erro, 2 gestantes e 28 crianças são vacinadas contra Covid-19 (Foto: Valdo Leão / Semcom)

Até o momento, a prefeitura já identificou a técnica de enfermagem que cometeu o erro, mas está preservando a identidade dela durante a investigação. Não é descartada a possibilidade de envolvimento de outros funcionários.

“A apuração vai seguir os trâmites normais de um processo administrativo. Temos o nome de quem vacinou, mas outros nomes vão surgindo. As vacinas saíram do centro de saúde e ali muitos profissionais participam e isso vai aparecer no decorrer da investigação”, destaca a prefeita.

Entre os servidores vacinados estão um motorista de ambulância e uma técnica de enfermagem que atua no hospital São José. Também quatro profissionais da Saúde acabaram por receber a terceira dose contra a covid-19, uma vez que a cidade já tinha concluído a vacinação da categoria.

De acordo com a equipe médica, não é possível afirmar se a terceira dose pode trazer prejuízos à saúde das pessoas porque “não há evidências científicas sobre isso, mas são esperados os mesmos efeitos adversos da vacina, como dor no local e febre”.

Dos 18 adultos, duas estão grávidas e agora são acompanhadas pelo ginecologista e obstetra. O mesmo ocorre com as 28 crianças, que são avaliadas por pediatras e clínicos.

Segundo a prefeitura, até o momento não há registro de nenhum sintoma adverso da aplicação indevida da CoronaVac, mas, se necessário, os vacinados passarão por nova consulta médica. O acompanhamento será feito também por telefone por 14 dias.

Os municípios recebem as doses da CoronaVac de acordo com o número de habitantes que fazem parte do grupo prioritário da campanha de imunização. Segundo a enfermeira Egliane Maria Afonso, um relatório foi feito sobre o ocorrido e ainda não se sabe se outras doses serão repostas pelo governo.

A prefeitura comunicou o erro à Vigilância Epidemiológica de Piracicaba e afirmou que apura as responsabilidades pelo engano nas vias administrativa e jurídica.

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