PRF: processo contra agentes envolvidos na morte de Genivaldo está com sigilo de 100 anos

Motociclista foi morto em maio em uma ‘câmara de gás’ improvisada dentro da viatura, em Sergipe

Sergipe – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) classificou como ‘informação pessoal’ os dados sobre os processos administrativos dos agentes envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos de 38 anos, asfixiado em maio deste ano, dentro de uma viatura em Umbaúba, Sergipe. Isso significa que as informações estão sob um sigilo de 100 anos.

(Foto: Reprodução)

Segundo o jornal Metrópoles, foi solicitado via Lei de Acesso à Informação (LAI), dados sobre os processos administrativos que os cinco agentes que assinaram o boletim de ocorrência respondem. A PRF respondeu a solicitação, mas se recusou a informar a quantidade de processos administrativos que cada um responde. “Informo que trata-se de pedido de informação pessoal de servidores desta instituição, conforme inciso IV, do art. 4º da Lei 12.527 (lei de acesso à informação)“, alegou a corporação.

Genivaldo, um homem negro, morreu no dia 25 de maio, durante uma abordagem da PRF, na qual policiais o prenderam no porta-malas da viatura e encheram o veículo com gás lacrimogêneo e gás de pimenta, transformando em uma câmara de gás.

Seis anos antes desse episódio, Genivaldo foi absolvido por falta de provas em um processo por resistência à prisão e desacato a policiais militares. Na ação, concluída em março de 2016, um laudo psiquiátrico comprovou que ele tinha esquizofrenia e, de acordo com o juiz que analisou o caso, não conseguia compreender atos ilícitos.

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