A Saúde e o Governo do Amazonas estão na UTI

Wilson Lima esconde o jogo e desrespeita um dos poderes garantidores da democracia, quando se recusa a cumprir uma decisão judicial

Manaus – Já são 124 vidas perdidas na pandemia. Muitas outras virão. Apesar disso, o governador Wilson Lima se lixa para elas e faz negócios em plena crise, ignorando as vidas humanas em perigo. Não age como um chefe de Estado, mas como um apresentador de televisão que obedece ordens de quem o manipula como um fantoche. Tenta justificar o pagamento a um hospital sem equipamentos, quando há várias instalações prontas, entre elas a Beneficente Portuguesa, a quem o Estado deve o dobro do valor a ser pago na negociata. Quando o Poder Judiciário, acionado pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, exige transparência de dados da pandemia, Wilson Lima esconde o jogo, desrespeita um dos poderes garantidores da democracia, se recusando a cumprir uma decisão judicial em uma ação que ele qualifica fundamentada em “fake news”, quando está ancorada em dados da própria Susam. Fala que terão de passar sobre seu cadáver para cumprir a decisão judicial. De cadáver, ele parece entender. Lamentavelmente não é o seu “cadáver” que está em jogo, mas o daqueles que constituem o setor mais vulnerável da população. A Saúde e o governo estão na UTI. Sem aparelhos.

A Saúde e o Governo do Amazonas estão na UTI

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Posted by D24am on Friday, April 17, 2020

Pandemia

Mais de um mês apos o primeiro caso de Covid, o Estado ainda não  montou uma estrutura para atender o período de pico. É uma pandemia na gestão.

Comando

Em meio ao problema na Saúde do Amazonas, o governador Wilson Lima mostra cada vez mais dependente de antiga emissora em que trabalhava. Nos bastidores já se sabe quem realmente manda na atual gestão.

Bravatas

As bravatas do governador ao bater no peito e afirmar que não vai parar por uma decisão judicial são típicas de caudilhos.

Recurso

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) recorreu nesta quinta-feira (16) de decisão judicial que suspendeu o aluguel de prédio da Faculdade Nilton Lins. O Estado insiste em gastar R$ 2,6 milhões, havendo outras opções de instalação de leitos hospitalares.

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