A um ano do pleito, prefeitos devem revisar antecedentes

Ação deve ser realizada principalmente pelos prefeitos do Amazonas que buscam a reeleição

Manaus – Faltando um ano para as eleições municipais, futuros candidatos, principalmente os prefeitos do Amazonas que buscam a reeleição, devem fazer um balanço de processos em andamento para prevenir impedimentos nas urnas, no dia 4 de outubro de 2020. Informações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) dão conta de que 25% dos prefeitos foram condenados em colegiados e mais da metade possui processos em andamento com probabilidade de não passarem na Corte de Contas, gerando riscos com a Lei da Ficha Limpa. A falta de conhecimento técnico associado à baixa escolaridade são as principais causas da reprovação das contas. Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mostram que, pelo menos, 90% dos prefeitos não possuem curso superior, e essa a estatística já foi menor, quando em 2012, o percentual de graduados era de 84%. A ‘involução’ do perfil profissional dos prefeitos do Amazonas mostra que o eleitor tem dado mais crédito ao discurso do candidato em detrimento ao currículo dele, mas para os membros das Cortes de Contas, a oratória e técnica precisam andar juntas.

Condenado

Sete anos após deixar a administração de Barreirinha, Mecias Pereira Batista é exemplo de gestor que está encurralado com o TCE. Além de ter as contas reprovadas, ele ainda terá que fazer uma devolução milionária: mais de R$ 56,6 milhões, segundo o Diário Oficial, publicado na semana passada.

Investigado

Já o atual prefeito de Barreirinha, Glenio Seixas (MDB), entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF) por suspeitas de não fazer repasses do convênio de crédito consignado do município com a Caixa Econômica Federal, no período de fevereiro a agosto de 2019.

Ducke 1

Alvo de ação policial contra invasores, a Reserva Florestal Adolpho Ducke, na zona leste de Manaus, passará a ser acompanhada de perto pelos procuradores da República do Amazonas. O MPF instaurou inquérito para apurar a gravidade do dano ambiental contra o local.

Ducke 2

Na portaria do inquérito, o órgão ministerial considera que a Reserva Ducke possui importância para a “regulação microclimática e outros serviços ambientais que produz à cidade”, além de servir para o desenvolvimento de pesquisas sobre biodiversidade.

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