ALE vai cobrar devolução de salários de secretários

Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) avaliam levar – no retorno do recesso – para votação a anulação da lei que permite ao Executivo alterar a remuneração dos servidores e eventual devolução de valores indevidos

Manaus – Em meio à polêmica de reajuste de salários dos secretários do governo do Estado e sua posterior revogação, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) avaliam levar – no retorno do recesso – para votação a anulação da lei que permite ao Executivo alterar a remuneração dos servidores e eventual devolução de valores indevidos. Os parlamentares alegam que a ALE votou pela Reforma Administrativa tendo como base da proposta a redução de custo da máquina. Há também o receio de que o aumento concedido aos funcionários do alto escalão do governo, e que acabou virando pauta nacional, coloque em risco a imagem de quem pretende ser candidato na Eleições de 2020, principalmente, a cargo majoritário na capital e no interior. Independentemente do cenário eleitoral, houve segundo parlamentares, um contrassenso do governo entre o que foi prometido e o que foi realizado, e só um denso trabalho institucional e político apartidário poderá acalmar os ânimos da base e da oposição, em meio a uma velada crise entre os poderes.

Paridade salarial

Entre os argumentos do governo para o aumento salarial dos servidores do alto escalão está a tentativa de igualar a remuneração do secretário executivo que é de R$ 11 mil com o do secretário titular, de R$ 21 mil.

Quem executa

Na prática, é o secretário executivo quem realiza as ações da pasta, deixando para o titular a função institucional de articular e gerir de forma macro a secretaria.

Reajuste fake

Dentro do que foi disseminado em memes sobre o reajuste dos salários dos secretários do governo do Amazonas existem vários nos quais mostram que determinadas remunerações saíram de R$ 11 mil para quase R$ 40 mil, em dezembro de 2019.

Atrasados pagos

Nesses casos específicos, técnicos da Secretaria Estadual de Administração (Sead) informaram que havia servidor executivo que estava há três meses sem receber, aguardando a nomeação ser publicada no Diário Oficial, uma praxe da gestão pública.

 

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