Após MP, TCE se manifesta sobre contratações da Susam

O presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE), conselheiro Mario de Mello, emitiu nota, nesta terça-feira (7), informando que a Corte desconhece tratativas com o Executivo para que as contratações fossem realizadas

Manaus – Um dia após o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) se posicionar sobre a decisão do governo em absorver funcionários terceirizados Susam, medida autorizada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE), o presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE), conselheiro Mario de Mello, emitiu nota, nesta terça-feira (7), informando que a Corte desconhece tratativas com o Executivo para que as contratações fossem realizadas. A manifestação veio após surgirem notícias de que o tribunal afiançou a nova legislação aprovada, no ano passado, para a realização de processo seletivo de quase 8 mil servidores da Saúde com o objetivo de atender hospitais, em meio a desentendimentos entre funcionários e empresas contratadas pelo governo sobre repasse de pagamentos. Na segunda-feira, 6, o MP-AM reconheceu a gravidade no sistema da Saúde, mas reafirmou a defesa de concurso público. Mário de Mello seguiu a mesma linha de argumento do MP-AM, mas deu sinais de que O TCE deverá ser mais assertiva na tomada de providências.

Sub judice

Aprovado pelos deputados com unanimidade, o Projeto de Lei 717/2018 que originou a legislação para a contratação dos terceirizados da Susam sofreu uma ação judicial dos deputados Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (Progressistas), oposicionistas ao governo.

Rito interno

Apesar de ter votado favorável à matéria, Dermilson alega que o projeto não necessitava passar por regime de urgência na ALE/AM. Já Barreto, que estava ausente na votação, argumenta que a proposta, também, não seguiu a tramitação legal, mesmo dentro do status de urgência.

Josué empenhado

O empenho do presidente da ALE/AM, deputado Josué Neto (PSD), em fazer campanha maciça pela criação do novo partido do presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, reacendeu a ideia de que o parlamentar deve retomar o desejo de disputar a Prefeitura de Manaus este ano.

Carta de alforria

Com a migração para um novo partido, Josué Neto teria mais autonomia para concorrer ao pleito, sem precisar da autorização de um “cacique”. Hoje, o partido dele, o PSD, é comandado pelo senador Omar Aziz.

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