Bolsonaristas querem substituição do modelo ZFM

Sem entender o tempo de maturação de um empreendimento do porte do atual modelo, eles querem a substituição imediata da ZFM, que tem mais de 50 anos, por novas matrizes econômicas

Manaus – Seguidores do presidente Jair Bolsonaro, que vivem no Amazonas, criticaram, nas redes sociais, o ‘lamento’ de políticos e de formadores de opinião sobre as medidas do governo federal em manobrar a aplicação da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na produção de bebidas do Polo Industrial de Manaus (PIM) em até três anos, levando o seguimento à extinção na ZFM.

Sem entender o tempo de maturação de um empreendimento do porte do atual modelo, eles querem a substituição imediata da ZFM, que tem mais de 50 anos, por novas matrizes econômicas, como o ecoturismo, piscicultura e bioeconomia. Mesmo morando no Amazonas, eles mostram total desconhecimento sobre os efeitos de uma substituição forçada de matriz, baseando-se apenas em uma crença ideológica.

Nem mesmo a declaração de Bolsonaro em que ele admite querer acabar com os incentivos tributários do Polo de Concentrados de forma “mais suave” foi suficiente para mostrar aos bolsonaristas da capital e interior que o governo federal virou as costas para o povo do Amazonas.

Sem romantismo

O empresário/investidor estrangeiro que busca o Polo Industrial de Manaus para implantar um projeto, o faz desapegado de qualquer ‘romantismo’ pela beleza ou proteção das florestas.

Dolly ameaça

Ao sinal de risco em perdas de incentivos, o empresário Larte Codonho, dono da marca de refrigerante Dolly, já avisou: “Mantemos uma operação no meio da selva para ter o benefício fiscal. A partir do momento em que se corta isso, todos se questionarão se vale a pena”, disse.

PSL aposta

Com perspectiva de lançar pelo menos 30 pré-candidatos a prefeito no Amazonas, o presidente estadual do PSL, deputado federal Pablo Oliva, inaugura dois novos diretórios no interior, neste sábado (18).

Maiores colégios

Coari e Tefé vão receber sedes próprias do partido que elegeu o presidente da República, e estão entre os maiores colégios eleitorais do Estado, com mais de 86 mil pessoas aptas a votar, nos dois municípios.

*Com a colaboração de Álisson Castro

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