‘Caminho sem volta’ para ZFM, veem especialistas

A certeza de que não haverá piedade da gestão federal com o PIM veio com a última declaração do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles

Manaus – A cruzada do governo federal para reduzir e até extinguir os incentivos tributários da Zona Franca de Manaus (ZFM) – com o apoio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), dos veículos de comunicação do Sul e Sudeste e da ampla bancada de parlamentares paulista – é um “caminho sem volta” para que os entes públicos busquem de forma urgente e planejada os novos modelos econômicos viáveis ao Amazonas.

A certeza de que não haverá piedade da gestão federal com o Polo Industrial de Manaus (PIM) veio com a última declaração do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, que de forma equivocada associou a implantação da Bioeconomia no Amazonas ao fim dos incentivos de impostos para o Polo de Duas Rodas da ZFM.

Ao longo dos últimos dez dias, técnicos econômicos, entre eles o consultor Rodemarck de Castello Branco e o especialista em atividades do Terceiro Setor, Takashi Yamauchi, têm afirmado que na atual conjuntura de isolamento é melhor buscar substitutivos ao PIM do que pedir clemência a um algoz que já está convencido da sentença que vai aplicar.

Futuro no presente

Em entrevista à RÁDIO DIÁRIO, nesta quinta-feira (30), Takashi Yamauchi disse que não haverá solidariedade com o prazo de maturação de um novo modelo econômico ao Amazonas.

Culpa de todos

“A substituição (da principal matriz econômica do Amazonas) deve ocorrer de qualquer jeito, e se não temos um novo modelo de substituição ao PIM a culpa é de todos, não só de políticos”, disse o especialista.

‘Parece brincadeira’

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, se posicionou sobre a fala de Ricardo Salles aos benefícios que mantém as indústrias na ZFM. “Parece brincadeira de mau gosto, desconhecimento ou a ignorância conveniente”, afirmou.

Apelo ao algoz

Esperançoso com mudanças, Périco disse que ele e um grupo de empresários deve ir com o presidente Bolsonaro apelar para que bote ordem em seus subordinados e com isso não causem mais prejuízos à Zona Franca de Manaus e ao Brasil.