Convocar Wilson Lima é constrangimento para Omar

Antes marcado para o dia 29, o depoimento do governador do Amazonas na CPI da Pandemia foi adiantado para a próxima quarta-feira (10)

Manaus – Constrangido e pressionado, o senador e presidente da CPI da Pandemia no Senado, senador Omar Aziz, decidiu adiantar a convocação do governador do Amazonas Wilson Lima. Antes marcado para o dia 29, o depoimento foi adiantado para a próxima quarta-feira (10), após cobranças de senadores que afirmaram ser urgente a mudança de data por causa das novas suspeitas de desvio de dinheiro público. Na manhã de quarta-feira (2), Omar já havia “batido o pé” ao negar que operações da Polícia Federal (PF) mudem o cronograma de convocações. Mudou de ideia algumas horas depois. Por sinal, Omar Aziz tem seu passado sendo “revisitado”. Na quarta-feira (2), o jornalista Jorge Serrão afirmou que a família de Omar “responde a inquéritos por desvios na área de Saúde de R$ 92 milhões. Um absurdo!”, disse. A proximidade de Omar com Wilson Lima também não é novidade à imprensa nacional. No último dia 28, Omar recebeu a visita de Wilson Lima, segundo a jornalista Natuza Nery. Durante a crise da falta de oxigênio em Manaus, Omar não teceu críticas à gestão de Wilson Lima.

Desvios

O senador Eduardo Braga (MDB/AM) lamentou a volta do Amazonas ao noticiário nacional em virtude da operação deflagrada pela Polícia Federal que tem como um dos alvos o governador Wilson Lima na investigação de desvio de recursos públicos destinados ao combate da Covid-19.

CPI

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) atribuiu a quarta fase da Operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federal e que investiga desvios da Saúde no Estado por dispensa de licitação, à contribuição da CPI da Saúde da Assembleia do Amazonas, a qual foi membro.

Retorno 1

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) conseguiu na Justiça a anulação do ato administrativo que afastou o professor Jackson Azevedo Souza da direção da Escola Municipal Zoraida Ribeiro Alexandre em Manacapuru.

Retorno 2

O afastamento do professor havia sido determinado pelo Secretário Municipal de Educação, Raimundo Conde, sob a justificativa de abertura de sindicância sobre os fatos ocorridos na escola quando o vereador Gerson D’Ângelo adentrou no recinto sem máscara e foi advertido pelo diretor da escola.

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