Ex-deputado é preso em fraude de dispensa na Saúde

Paulo Melo foi um dos presos da operação deflagrada para apurar fraudes em contratos de terceirização de mão de obra nos últimos dez anos no Estado do Rio, inclusive durante a pandemia do novo coronavírus

Brasília – Órgãos de fiscalização já estão fechando o cerco a quem frauda recursos na saúde em todo o País. Nesta quinta-feira (14), o ex-deputado estadual Paulo Melo foi um dos presos da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar fraudes em contratos de terceirização de mão de obra nos últimos dez anos no Estado do Rio, inclusive durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Além de Melo, foram cumpridos mais quatro mandados de prisão preventiva. A operação é desdobramento das operações Quinto do Ouro e Cadeia Velha. Segundo a PF, empresários pagaram propinas a agentes públicos para conseguir fornecer serviço de mão de obra terceirizada para o governo do Estado e órgãos estaduais, nos últimos dez anos. De acordo com as investigações, a organização criminosa teria inclusive aproveitado a situação de calamidade ocasionada pela pandemia, que autoriza contratações emergenciais sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o poder público.

Para todos

Ficou equilibrada a composição dos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar a área de Saúde do Amazonas. Teve espaço até para a líder do governo no parlamento, a deputada estadual Joana Darc, que será suplente na comissão além de ter como membro o deputado Saulo Vianna, da base aliada.

Reação

O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto se manifestou após saber que o presidente Jair Bolsonaro o criticou e fez referência ao pai dele, Arthur Filho. O prefeito disse que o presidente “não se aproxima na coragem, nem na honradez do meu pai. Meu pai não se metia em rachadinha”.

Contrato

A Justiça Estadual atendeu pedido do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e determinou que a Prefeitura de Humaitá suspenda o contrato de prestação de serviços com a JS Assessoria Jurídica pelo valor total de R$ 117 mil.

Concorrência

Ação civil pública em Humaitá mostra que a licitação realizada pela prefeitura cometeu irregularidades como falta de condições de concorrência das três empresas que apresentaram as propostas. Características apresentadas na petição inicial