Nova extorsão de garimpeiros revela interesses na extração ilegal de ouro

Ao menos três policiais militares foram presos na noite deste sábado, em Maraã, enquanto iam de lancha roubar ouro no garimpo Puré

Os conflitos na região do Rio Japurá, próximo ao Vale do Javari, no noroeste do Amazonas, ganham mais um capítulo com o envolvimento de policiais do Amazonas suspeitos de extorsão de garimpeiros na área. A situação se inverte, quando agentes da lei viram bandidos e deixam a sociedade à mercê da total insegurança na região onde há garimpo ilegal, extração ilegal de madeira e de pescado, sem uma ação efetiva do Governo do Amazonas para combater esses crimes, com repercussão internacional.

Esta situação precisa ser apurada pelo Ministério Público do Estado, e Federal, junto com a Polícia Federal, pois envolve exploração ilegal de ouro, a exemplo da operação que envolveu a cúpula da inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, suspeita de crime de extorsão de garimpeiros, que tramita em segredo de Justiça.

No último caso, policiais militares foram presos no sábado, também suspeitos de extorsão de garimpeiros no Rio Purué, afluente do Japurá, utilizando lanchas da própria corporação. Ou seja, o comando PM de Tefé, onde os militares estão lotados e o Comando Geral têm ciência da liberação desses barcos e qual a missão dos mesmos, procedimento normal em qualquer corporação.

Em uma nota vazia, a Secretaria de Segurança Pública informa em tom de cumprimento de ofício que vai apurar o caso e que não compactua com o desvio de conduta dos policiais.

Há mais informações que precisam ser fornecidas para a sociedade e os órgãos de controle sobre a situação daquela região, especialmente pelo fato não ter sito o primeiro “desvio de conduta”.

Há muito interesse naquela área onde estima-se a atuação de, aproximadamente, cem balsas espalhadas e quase igual número de dragas retirando ilegalmente quase 3,5 kgs de ouro por semana, em média. Uma riqueza que a muitos interessa.

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Ao menos três policiais militares foram presos na noite deste sábado (9), em Maraã, enquanto iam de lancha roubar ouro no garimpo Puré, que fica próximo ao Rio Japurá, interior do Amazonas.
De acordo com a Polícia Militar de Maraã, comunitários avisaram a PM local sobre duas lanchas com o símbolo da Secretaria de Segurança Pública, uma delas estaria no prego. Ao entrar em contato com a PM de Tefé, onde os policiais são lotados, a PM de Maraã soube que os PMs em questão não estavam de serviço, e foi descoberto que os mesmos estavam indo roubar o ouro dos garimpeiros no garimpo Puré e que isso já havia acontecido outras vezes.

Foi determinada a prisão dos PMs e de outra pessoa que estaria envolvida no caso.
Em nota, a SSP informou que abriu um procedimento administrativo disciplinar para investigar a conduta dos policiais em questão, que ficarão afastados das suas funções até o encerramento das investigações e à disposição da justiça.

Leia a nota na íntegra:

O Governo do Amazonas informa que foi aberto pela Corregedoria-Geral do Sistema de Pública, da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em conjunto com a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) procedimento administrativo disciplinar para investigar a conduta dos policiais em questão, que ficarão afastados das suas funções até o encerramento das investigações e à disposição da justiça.
O Governo do Amazonas reforça que não compactua com quaisquer desvios de conduta de policiais e demais servidores, seja do Sistema de Segurança Pública ou qualquer outro órgão estadual, tendo o dever legal de apurar o fato.
Por fim, a SSP-AM ressalta que Corregedoria-Geral está à disposição da sociedade amazonense para receber as denúncias que envolvam servidores do sistema.

Gastos 1

Com dispensa de licitação, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai gastar R$ 44,9 mil para organização e realização de cursos de capacitação de Treinamento de Sensibilidade sobre Saúde Mental.

Gastos 2

Os gastos incluem despesas com deslocamento, hospedagem e material didático. A atividade é destinada a trabalho de planejamento para 40 servidores, sendo Procuradores, Gestores e novos servidores empossados na PGE.

Resíduos

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) instaurou inquérito para fiscalizar, de forma continuada, políticas públicas da destinação final de resíduos sólidos da construção civil e demolição na cidade de Tefé, retroativamente à data de 26 de janeiro de 2021.

Combustível

A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) realizou licitação para prestar serviços de gestão e fornecimento de combustível (gasolina e diesel). A agência quer adquirir 36 mil litros de gasolina comum e 18 mil litros de diesel.

Campanha

O deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da ALE, criou a Lei Estadual que institui campanha permanente de combate ao racismo nas escolas, em eventos esportivos e culturais do Estado e cria o ‘Selo Amazonas pela Promoção da Igualdade Racial’.

Serviços

Manaus é uma das cidades em que a empresa de mobilidade 99 abriu inscrições para pilotos que queiram prestar serviços de intermediação para viagens de motocicleta, o 99Moto.

Escolha

A secretária nacional de mulheres do Partido Trabalhista (PT), Anne Moura, teve seu nome aprovado no dia 6 de julho pelos delegados do PT Amazonas no pleito a vaga de vice-governo do Amazonas.

Cidades

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 976/21, que institui o marco regulatório da implantação das cidades inteligentes no País.

PGR pede arquivamento de pedido de investigação ligada à vacinação

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(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ABr)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) arquivamento de petição apresentada contra o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em dezembro. Na petição, parlamentares de oposição acusaram as autoridades dos crimes de prevaricação pelo suposto retardamento no início da vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19, cuja imunização começou em janeiro.

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Tecnologia – O Senado aprovou projeto que possibilita a instalação de infraestrutura de telecomunicações, como antenas de telefonia móvel, quando o órgão competente pela emissão de licença não se manifestar no prazo legal de 60 dias (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

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