O prefeito de Rio Preto da Eva e suas ‘prioridades’

O prefeito do município de Rio Preto da Eva, Anderson Souza (Pros), priorizou ações e gastou mais de R$ 1 milhão com artistas e shows, entre 2017 e 2018

Manaus – Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) abaixo da média e famílias vivendo em áreas de risco, o prefeito do município de Rio Preto da Eva (a 80 quilômetros de Manaus), Anderson Souza (Pros), priorizou outras ações e gastou mais de R$ 1 milhão com artistas e shows, entre 2017 e 2018. Considerada uma cidade relativamente pequena geograficamente e com uma população de 33 mil habitantes, Rio Preto teria tudo para ser uma das cidades mais desenvolvidas do Amazonas, com o seu projeto de Distrito Agroindustrial e o fomento à extração de caulim, um tipo de minério usado como matéria-prima da indústria de papel. Mas a cidade é considerada uma das mais subdesenvolvidas nos quesitos emprego, renda e infraestrutura. Na semana passada, moradores de Rio Preto denunciaram o abandono do prefeito nas obras da cidade, entre elas, uma que deveria ocorrer no bairro da Paz, em uma área de precipício, onde estão dezenas de casas que estão com risco de desabar com o decorrer das chuvas e a cada apresentação de show que ele promove.

Plus orçamentário

Pré-candidato à reeleição, o prefeito de Rio Preto da Eva terá um orçamento de R$ 67 milhões para gastar/investir no ano do pleito. O valor é 6,34% maior que a receita anual de 2019.

Em Maués

Indignado por ter sido citado em uma nota da Coluna Claro&Escuro sobre a demora no julgamento do processo de cassação do prefeito de Maués, Júnior Leite, o juiz Lucas Couto Bezerra conseguiu na Justiça o direito de retirar o material do ar, momentaneamente.

‘Control C?’

Em documentos oficiais obtidos pela coluna, Lucas Couto assina o ato que iniciou a investigação contra Júnior Leite no dia 8 de outubro de 2016; ele alega que entrou no cargo em 2018. Com a revelação, questiona-se se o magistrado vinha assinando documentos sem ler.

Procrastinação

A justificativa do juiz Lucas Couto de ter assumido o processo contra Júnior Leite, no ano passado, não isenta a Justiça Eleitoral de explicar à sociedade por que o julgamento da ação contra o prefeito de Maués é “apreciada” há quatro anos e, agora, corre o risco de perder o objeto.