‘Partido político é datado; um conceito do século 19’

Roberto Freire explica um pouco sobre a nova forma de fazer política partidária

Manaus – O título é de uma frase do ex-comunista e presidente do Cidadania, Roberto Freire, 77 anos, que em uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, deste fim de semana, explica um pouco sobre a nova forma de fazer política partidária – uma tendência que iniciou em 2017 e deve se expandir a partir de 2020 – com o fortalecimento dos movimentos sociais de renovação, entre eles o análogo RenovaBR, Acredito!, Livres e Agora. Patrocinados pelo presidenciável e apresentador de TV, Luciano Huck, esses movimentos seguem a tendência dos anseios das redes sociais de renovação na política, combate à corrupção e defesa de políticas de sustentabilidade. Não à toa, Freire afirma que o atual projeto de sociedade está derrotado e políticos experientes vão precisar quebrar paradigmas. O diferencial dos movimentos é que ao invés de negociar a entrada de filiados mediante sua densidade eleitoral ou capacidade financeira, eles avaliam a potencialidade intelectual e biografia do “calouro”, fazendo um filtro a neófitos que buscam a política apenas para se locupletar.

Capacitação in on

Entre as singularidades dos movimentos que treinam novos políticos estão os cursos de capacitação sobre História, Geografia, Ciências e Sociedade a quem deseja buscar um mandato eletivo ou adentrar na gestão pública.

Ex-alunos e cases

A cientista política, congressista e ativista pela educação brasileira, deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) foi uma das alunas de um desses movimentos sociais citados por Roberto Freire à Folha. Ela e mais outros 16 alunos conseguiram um mandato em 2018.

No Amazonas

O alcance dos movimentos de renovação política ainda é incipiente no Amazonas. Em dezembro do ano passado, obteve-se notícia da primeira turma de alunos formados especificamente no RenovaBR, entre eles advogados e jornalistas.

Sem compadrio

Ao criticar a falta de sinergia entre aliados do governo federal no Amazonas e o presidente Jair Bolsonaro sobre no último decreto que prejudica a Zona Franca, o deputado federal Marcelo Ramos (PL) disse que nesse momento o que o menos o modelo precisa é de “compadrio”.

Possibilidades

Em entrevista ao programa Diário da Manhã, da Rádio Diário, Ramos afirmou que uma das formas de rever o decreto presidencial que tira a competitividade do Polo de Concentrados é convencer o ministro da Economia, Paulo Guedes, em fevereiro, sobre a importância da mudança.

Não conheço, não sei

Questionado se a bancada não pode falar direto com o presidente sobre o assunto, Marcelo Ramos afirmou que em outro momento de risco à Zona Franca, Bolsonaro foi procurado, mas reconheceu seu desconhecimento sobre o principal modelo econômico da Amazônia.