Saída de Josué Neto de pleito acelera decisão de grupos

A decisão ocorre dois meses após o líder do seu partido, senador Omar Aziz, dar indícios de mais proximidade ao governador Wilson Lima (PSC), de quem Josué tinha, no início do ano, o compromisso de apoio para 2020

Manaus – A desistência do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), deputado estadual Josué Neto (PSD), de disputar a Prefeitura de Manaus, em 2020, acelerou a definição de grupos políticos que comandam o governo e os que estão fora do poder sobre a decisão de potenciais nomes para concorrer ao comando da capital.

A decisão de Josué ocorre dois meses após o líder do seu partido, senador Omar Aziz, dar indícios de mais proximidade ao governador Wilson Lima (PSC), de quem Josué tinha, no início do ano, o compromisso de apoio para 2020, e duas semanas depois do presidente estadual do DEM, Pauderney Avelino, ser nomeado represente do governo.

O Democratas definiu seu candidato para prefeitura há três meses, o vice-prefeito Marcos Rotta, e Josué Neto teria que mudar de legenda para viabilizar sua candidatura, correndo o risco de ser cassado por infidelidade. Os grupos que orbitam no governo têm como sacramentado o apoio à prefeitura da capital, e a mudança de cenário obriga adversários a decidirem sobre o pleito antes do fim de 2019.

Sem convergência

Em nota à imprensa, Josué Neto informou que o principal motivo de sua desistência das eleições de 2020 foi a falta convergência para uma “saída amigável” do PSD. Ele disse que vai esperar a janela partidária de março de 2022 para trocar de partido.

Sinetram recorre

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) ajuizou um pedido de medida cautelar no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), solicitando que a arrecadação do transporte coletivo volte a ser repassado às empresas.

Intervenção

Atualmente, Prefeitura de Manaus está com 60% dos pagamentos da tarifa, após constatar irregularidade na gestão financeira das empresas. Os empresários acumulavam, segundo a prefeitura, faturamentos milionários, mas não regularizavam salários e encargos trabalhistas

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