Sociedade precisa saber sobre ‘Caso Flávio’

A transparência na investigação do assassinato de Flávio não é só um pedido dos advogados dos suspeitos, mas um clamor da família do engenheiro

Manaus – Após o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Paulo Martins, “absolver” os amigos José Edvandro de Souza Júnior e Elielton Magno Gomes, no inquérito que investigou a morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, 42, depois de ficarem 60 dias presos sob a tutela da Polícia Civil, a sociedade precisa saber o que está acontecendo no crime que ficou conhecido como ‘Caso Flávio’.

Vistos como potenciais suspeitos, José Edvandro e Elielton chegaram a ser ‘condenados’ nas redes sociais e tiveram suas imagens execradas graças à irresponsabilidade de vazamentos seletivos dos investigadores que trabalharam na apuração da morte do engenheiro, encontrado morto no dia 30 de setembro, no bairro Tarumã, após sair de uma festa na casa do enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB).

A transparência na investigação do assassinato de Flávio não é só um pedido dos advogados dos suspeitos, mas um clamor da família do engenheiro, além de ser um dever da polícia e um direito dos cidadãos, ligados ou não à política partidária.

Sensacionalismo

A Justiça deverá julgar, nesta terça-feira (3), o pedido da defesa de Alejandro Valeiko que pede a suspensão do sigilo do processo envolvendo o ‘Caso Flávio’ para evitar “leviandades, abusos e sensacionalismos”.

Responsabilidade

Diferente da polícia, o advogado Helder Silveira – que iniciou no ‘Caso Flávio’ – e as advogadas Geyza Mitz e Náiade Perrone vêm dando lição de responsabilidade ao evitar ‘vazar’ informações sobre crime.

Sem off

Em entrevista coletiva à imprensa, nesta terça-feira (2), Geyza e Náiade disseram que permaneceram ao lado da imprensa, mas que evitaram entrevistas formais ou informais, para não atrapalhar as investigações.

*Com a colaboração de Álisson Castro e Breno Pacheco

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