União nega ter sido informada da falta de oxigênio no AM

A fala contradiz o governador do Amazonas, Wilson Lima, que se reuniu com Pazuello em 6 de janeiro e disse ter comunicado na ocasião a falta de oxigênio e a alta ocupação de leitos

Manaus – O Amazonas não informou ao governo federal a iminente falta de oxigênio no Amazonas, disse o presidente da República Jair Bolsonaro, segundo reportagem de ontem do portal ‘O Antagonista’. A situação o que fez pacientes morrerem sufocados em Manaus e no interior do estado. “Nós demos dinheiro, recursos e meios. Não fomos oficiados por ninguém do estado na questão do oxigênio”, disse o presidente ao chegar ao Palácio da Alvorada nesta quarta-feira, 27. Segundo Bolsonaro, citado pelo portal, foi a White Martins que informou o problema em 8 de janeiro, uma sexta-feira. “E na segunda estava lá o ministro”, acrescentou, em referência a Eduardo Pazuello. A fala contradiz o governador do Amazonas, Wilson Lima, que se reuniu com Pazuello em 6 de janeiro e disse ter comunicado na ocasião a falta de oxigênio e a alta ocupação de leitos. O Antagonista informou ainda que o ministro da Saúde esteve em Manaus no dia 11 para cobrar dos profissionais de saúde amazonenses a administração de medicamentos sem eficácia comprovada.

Cobrança

O deputado estadual Dermilson Chagas (Podemos) cobrou ontem que o governador Wilson Lima demita o chefe da Casa Militar por causa da licitação realizada para aluguel de aeronaves. Chagas disse que o governador foi mais “firme” com o motorista dele que tomou a vacina contra a Covid-19, que foi logo exonerado.

Pacientes

O juiz Túlio de Oliveira Dorinho, de Iranduba, determinou que o Estado delabore e implemente, no prazo máximo de 36 horas, um plano de evacuação dos pacientes do município, na região metropolitana de Manaus, para outros Estados ou mesmo para a capital dependendo da gravidade de cada caso.

Feiras

Na Asssembleia Legislativa do Estado (ALE), o deputado Sinésio Campos (PT) manifestou preocupação com horário decretado pelo do Estado para funcionamento do comércio da Feira do Produtor com atendimento ao consumidor entre 4h e 10h.

Prejuízo

Os feirantes afirmam que estão sendo prejudicados com o novo decreto, que restringiu drasticamente o horário de venda. A categoria realizou uma manifestação de protesto na terça-feira, 26, contra a decisão governamental.