Wilson Lima desmente secretário e diz que aluguel é outro valor

Após repercussão negativa na imprensa sobre o valor do aluguel do Hospital da Nilton Lins, o governador Wilson Lima fez vídeo para tentar contestar a despesa

Manaus – Após repercussão negativa na imprensa sobre a declaração em entrevista on-line do secretário-executivo de Atenção Especializada do Interior da Secretaria de Estado de Saúde, Cássio Roberto, ao informar que o valor do aluguel do Hospital da Nilton Lins custaria R$ 2,6 milhões, o governador Wilson Lima fez vídeo para tentar contestar a despesa. Nas redes sociais disse que, agora, o valor não é de R$ 2,6 milhões, mas R$ 866 mil por mês, o que totalizaria o valor declarado, mas em um trimestre. A ‘confusão’ entre os próprios membros do executivo deve ser explicada, em detalhes, aos órgãos de controle, em especial, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). A conselheira Yara Lins já está de olho neste contrato e pediu explicações sobre os valores, assim como os gastos gerais no combate à Covid. O caso remete a outro contrato entre a gestão de Wilson Lima e a Faculdade Nilton Lins, em que governo pagou R$ 800 mil por 14 dias de uso por um espaço ‘nu’, sem nenhuma construção no local, onde foi instalada a Feira Expoagro 2019. A mudança de decisões é constante na atual gestão, vide o recente reajuste das taxas do Detran, em plena crise econômica. Após críticas, o governo suspendeu a medida e devolverá os valores já pagos.

Redução

O caso do aluguel do hospital mostrou a importância da transparência e do papel da imprensa, que forçou nova decisão do governo estadual e, consequentemente, a redução do valor do contrato incialmente anunciado.

Fragilidade

O vertiginoso agravamento da crise na Saúde mostra a fragilidade do sistema do setor no Estado, apesar das medidas tomadas. E a situação ainda deve ficar mais conturbada com a falta de equipamentos e instalações suficientes para atender ao rápido crescimento da curva de contágio.

Recursos

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) divulgou ter recebido R$ 500 mil do Ministério da Educação (MEC) para fazer ações de combate ao novo coronavírus.

Produção

Segundo a instituição de ensino, há o interesse da Ufam na produção de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, e também na construção e ampliação de plataformas de educação em saúde para orientação e consulta tanto da comunidade acadêmica como da sociedade em geral.

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