Wilson Lima quer mobilizar frente em defesa da ZFM

O governador adiantou que vai reunir a bancada federal para, mais uma vez, conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes

Manaus – O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse, nesta quinta-feira (18), que os ataques à Zona Franca de Manaus (ZFM) não ferem só a Amazônia, ferem o País. A declaração foi dada após entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes, em que ele apontou a ZFM como impedimento para o crescimento do Brasil.

Wilson Lima adiantou que vai reunir a bancada federal para, mais uma vez, conversar com o ministro. Segundo o governador, ele irá reunir os governadores da Região Norte e formar uma frente em defesa da região. Wilson ressaltou que o governo vai defender a excepcionalidade da Zona Franca, garantida na Constituição, e continuará mostrando ao governo federal e ao País que o modelo econômico é importante para a Amazônia e o Brasil.

Para o governador, mesmo com todo o esforço, o ministro ainda não percebeu o impacto disso na vida de milhares de pessoas, inclusive de todos os brasileiros, porque envolve a preservação da Amazônia e a economia do País também terá prejuízos se as empresas no Amazonas perderem a competitividade.

Nota

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) informaram, nesta quinta, considerar que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de revogar a proibição de divulgação de textos da revista ‘Crusoé’ e do site ‘O Antagonista’, restabelece o princípio maior da liberdade de imprensa.

Liberdade

“Neste episódio, a sociedade brasileira, de maneira quase unânime, mais uma vez demonstrou que repele toda e qualquer forma de censura aos meios de comunicação”, assinalaram as duas entidades no documento conjunto.

Censura

Antes da revogação,o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) havia classificado como “censura” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou, a censura nos órgãos de imprensa. Ontem, a decisão foi revertida pelo próprio Supremo.