Zona Franca de Manaus: não há tempo para futricas

Apesar de repetitivo, não custa lembrar que está em jogo mais de 86 mil empregos diretos e 70% da receita estadual

Manaus – O imbróglio envolvendo o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), coronel Alfredo Menezes; o deputado federal Marcelo Ramos (PL) e os seguidores da dupla mostra a importância de se vivenciar uma política apartidária com discursos que vão além das intrigas para geração de ‘views’ nas redes sociais.

Se há suspeitas de ilegalidades na gestão da Suframa, como afirma Ramos, que os órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF), sejam acionados e que se retome a luta em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), além da busca por novos modelos econômicos que possam um dia assemelhar-se à força do Polo Industrial de Manaus (PIM).

O que não se pode é repetir erros do passado, com gestores e parlamentares que empregavam seu tempo em brigas que lhes rendiam holofotes e não levavam o Estado ao desenvolvimento. Apesar de repetitivo, não custa lembrar que está em jogo mais de 86 mil empregos diretos e 70% da receita estadual. Não há mais tempo para futricas; povo quer ver e precisa ter resultados.

Sobre a intriga

As provocações entre Menezes, Ramos e seus respectivos grupos iniciaram há mais de duas semanas, quando a bancada do Amazonas e o superintendente da Suframa foram pegos de surpresa com a decisão do governo em manter a redução do IPI no Polo de Concentrados da ZFM.

Compadrio x ação

Ramos recordou que Menezes disse que Jair Bolsonaro manteria a redução de 10% do IPI para produção de bebidas na ZFM, diferente do que quer fazer agora: “Só compadrio não resolve”, disse o deputado, lembrando que Bolsonaro é padrinho de casamento de Menezes.

Crítica esquerdista

Amigo de Menezes, o presidente da Assembleia Legislativa (ALE/AM), Josué Neto, tomou as dores. Disse que “esquerdista denunciar conservador de direita é poste mijando no cachorro”, referindo-se à linhagem partidária de Marcelo Ramos que já foi do PCdoB e do PSB.

‘Tiro’ da direita

O fato é que as denúncias envolvendo o coronel Menezes já ultrapassaram as fronteiras do Estado. Pauta do Portal Amazonas1, os contratos firmados sem licitação na Suframa ganharam repercussão no site de direita, ‘O Antagonista’.

Comando certo

‘O Antagonista’ também confirmou o nome do superintendente da Suframa como o presidente regional do Aliança pelo Brasil, no Amazonas. A aliança é o partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta viabilizar para as eleições municipais.

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