Fundação Carlos Chagas suspende concurso da Defensoria Pública do Amazonas

Segundo denúncia do MP, os envelopes de provas chegaram violados em quatro salas. O certame ofertava vagas para defensor público do Estado

Manaus – A Fundação Carlos Chagas (FCC) suspendeu o andamento do concurso para a Defensoria Pública do Estado do Amazonas. A suspensão atende a Recomendação expedida pela 57ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, em razão da violação dos envelopes de provas, ocorrida em quatro salas de aplicação do exame para o cargo de defensor público.

A Recomendação nº 2018/0000022316, no dia 12 de março, foi expedida pelo Promotor de Justiça Antônio Mancilha. As provas objetivas foram realizadas no dia 4 de março. Diante das denúncias trazidas a público, o titular da 57ª PRODIHC instaurou Inquérito Civil com Recomendação para que as provas fossem suspensas até o esclarecimento dos fatos.

A representação do MPC foi ingressada após denúncias sobre a violação de envelopes contendo as provas. (Foto: Divulgação)

O Promotor de Justiça Antônio Mancilha recomendou, ainda, que os envelopes de cadernos de provas violados e demais documentos integrantes fossem submetidos a perícia técnica. Em atenção à Recomendação do MP-AM, a FCC encaminhou ofício, que foi anexado ao IC nº 040.2018.000369, confirmando a suspensão das atividades de correção, aplicação e publicação de resultados referentes ao Concurso Público para provimento de cargos iniciais da carreira de defensor Público do Estado do Amazonas.

A Defensoria Pública não se posicionou sobre a suspensão do concurso, até a publicação desta matéria.

Entenda o caso

O MPC-AM pediu uma notificação da DPE para que sejam apresentados esclarecimentos sobre a denúncia de que envelopes das provas do concurso público, realizado no começo deste mês de março, chegaram às salas violados, com a lateral aberta. O fato ocorreu nas salas 16, 17, 18 e 19, da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), zona centro-sul de Manaus.

Segundo a DPE, funcionários da Fundação Carlos Chagas (FCC), responsáveis pela elaboração e aplicação da prova, acreditam que os envelopes romperam durante o transporte e o movimento das caixas. O caso foi levado a todos os alunos que fizeram a prova naquele andar da instituição e houve a decisão de seguir com as provas.

A FCC informou, por meio de nota, que adotou todos os procedimentos de segurança para a realização do concurso e que “sua idoneidade e lisura foram preservadas”. O delegado-geral da Polícia Civil (PC), Mariolino Brito, pediu a lista de pessoas que tiveram acesso ao material e que presenciaram o incidente. A DPE afirma que o concurso será mantido até que tudo seja apurado.

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