Amazonas tem 804 casos do novo coronavírus, divulga FVS-AM nesta quarta

Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas registrou mais 168 casos, entre esta terça (7) e quarta-feira

Manaus – Mais 168 casos são registrados no Amazonas, de acordo com dados divulgados na tarde desta quarta-feira (8), durante coletiva de imprensa virtual, pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Ao todo, o Estado possui 804 infectados pelo novo coronavírus.

Em Manaus foram registrados 712 casos, e em 14 municípios do interior o total é de 92 casos. Ainda existem 120 pessoas aguardando o resultado do teste pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (LacenAM). A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, informou que a capital registra 88% dos casos confirmados de Covid-19.

(Foto: Reprodução)“São 44 casos em Manacapuru com três óbitos, 11 em Itacoatiara, nove em Iranduba, sete em Santo Antônio do Içá, seis em Parintins com dois óbitos, três casos nos municípios de São Paulo de Olivença e Tonantins, dois casos em Careiro da Várzea e Presidente Figueiredo e um caso registrado nos municípios de Anori, Boca do Acre, Manicoré, Tabatinga e Novo Airão. Neste último também há um óbito”, disse.

Segundo a FVS-AM, atualmente 608 pacientes estão em isolamento domiciliar, o que corresponde a 75% do total dos casos confirmados. O número de pessoas fora do período de transmissão do vírus, permanece em 44. Também existem 122 pacientes internados. Desses, 58 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), 32 em rede privada e 26 em unidade pública. Existem 122 pacientes internados com suspeita de infecção por Covid-19.

Durante a coletiva de imprensa, foi ressaltado o grande aumento no número de casos, o que gera preocupação por conta do número de pacientes que necessitam de suporte hospitalar, segundo destaca Rosemary Pinto. “Estamos no período chuvoso, onde há o aumento de síndromes gripais e, coincidentemente, a pandemia nos pegou nesse período. As pessoas estão mais expostas e com o sistema imunológico mais comprometido. Além disso, infelizmente, muitas pessoas não acataram nossas recomendações de isolamento social e continuam se expondo. Então, isso, levou que muita pessoas se contaminassem ao mesmo tempo.

De acordo com a análise dos óbitos já registrados em Manaus, a faixa etária de 70 e 80 anos está indo a óbito por normalmente ter outras complicações de saúde. “Quase que diariamente, reforçamos que pessoas que tenham comorbidades, como hipertensão, diabetes, doenças pulmonares ou cardíacas, que não se exponham. Mas, continua acontecendo, o vírus chega e elas, por terem o sistema imunológico mais fragilizado, são as mais afetadas pela doença. Em caso desses pacientes desenvolverem sintomas como febre, tosse seca ou dificuldade de respirar, que não esperem o quadro agravar. Muitos dos nossos pacientes que estão indo a óbito chegam muito tarde nas unidades de saúde”, explicou Rosemary Pinto.

A FVS-AM estima nos próximos dias um grande aumento de casos, já que o Amazonas está no período crescente da doença. “A cada dia o número de casos aumenta e estamos na curva ascendente do vírus. Esperamos um aumento expressivo de casos nos próximos dias e também no mês de maio”, pontuou Rosemary.

Testes rápidos

Segundo informado na coletiva online pela FVS-AM, os testes rápidos para Covid-19 só detectam o vírus no organismo das pessoas a partir do oitavo dia de infecção. A recomendação é que pessoas que estejam com falta de ar e febre, procurem uma unidade de saúde para receber atendimento adequado.

O uso de testes rápidos iniciou nesta terça-feira (7). “Hoje, no Lacen, estamos apenas com exames recentes em processamento. Antes, tínhamos uma demanda reprimida de exames, 600, 900 ou mil exames aguardando. Nós reestruturam o Lacen, duplicamos a capacidade de diagnósticos e montamos um plantão de domingo a domingo, por 24 horas. Com isso, colocamos em dia todos os exames pendentes, o que pode ter contribuído para o aumento no número de casos”, explicou Rosemary Pinto.

Estrutura dos hospitais

Segundo o Cássio Roberto, secretário executivo de atenção especializada do interior, atualmente o Amazonas possui 207 leitos clínicos, sendo 84 no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Assiz e também 69 leitos de UTI. No total da rede de saúde, há 125 leitos de UTI. “Estamos fazendo aquisição de novos equipamentos, chegaram 33 respiradores que foram remanejados para equipar melhor as unidades de saúde. Estamos acompanhando e reorganização diária da rede de saúde. Além disso, pessoas estão sendo contratadas para trabalhar no Hospital Getúlio Vargas com a migração de pacientes para a unidade”, disse.

O secretario destacou que o Hospital da Nilton Lins está sendo reestruturado para receber pacientes por Covid-19. “Estamos readequando todo o Hospital da Nilton Lins para que seja também uma unidade de atendimento para pacientes infectados por coronavírus e para dar suporte à rede. Também temos um planejamento para fazer um hospital de campanha no estacionamento do Hospital Delphina Assis, junto à unidade”, explicou.

O investimento para o aluguel do Hospital Nilton Lins está orçado em R$ 2,6 milhões. “Nesse valor, está o aluguel da unidade com todo o equipamento e tudo que é necessário que está dentro da unidade. Então, alugamos com tudo que está lá dentro para gente trabalhar e isso ajudou bastante. Quando fizemos comparativos com hospitais de campana, o valor ficou menor e gerou uma economia ao Estado, por já ter toda a infraestrutura. Além disso, continuamos realizando aquisição de equipamentos e estamos aguardando a chegada”, disse Cássio.

A rede de saúde está sendo adequada não apenas para os casos de Covid-19, mas para todos os casos de síndromes gripais, já que desde novembro o Amazonas enfrenta o período do aumento de casos para influenzas, como A, B, metapneumovírus, entre outros.

Mortes por Covid-19

Nesta quarta-feira (8), o número de mortes pela Covid-19 chegou a 30 no Amazonas. O óbito mais recente registrado foi de um paciente de 46 anos com histórico de hipertensão e obesidade, que estava internado desde o dia 27 de março no Hospital e Pronto Socorro (HPS) Delphina Aziz, na zona norte de Manaus.

O Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) investiga se 11 pessoas morreram vítima da Covid-19.

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