Após quase 6 mil mortes no AM, Pazuello nega prioridade na vacinação

De acordo com o Ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, a prioridade é o Brasil e todos os estados irão receber os imunizantes simultaneamente

Manaus – Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (11), o Ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, tirou a prioridade do Amazonas na distribuição das vacinas no país, em cerimonia realizada no Centro de Convenções Vasco Vasquez, na Av. Constantino Nery, zona centro-sul de Manaus. O Brasil já tem contratado mais de 354 milhões de doses de vacina, segundo o ministro.

(Foto: Diego Peres e Lucas Silva / Secom)

De acordo com o Pazuello, a prioridade é o Brasil. Todos os Estados brasileiros e seus municípios irão receber os imunizantes simultaneamente. “A vacinação vai começar no dia D, na hora H, no Brasil. Assim que for autorizado, no terceiro ou no quarto dia, ela já estará nos estados e municípios para iniciar a vacinação. A prioridade é o Brasil todo. E nos seremos exemplo pro mundo”, disse.

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Ainda segundo o ministro, há três períodos para o início da vacinação, que classificou como curto: que é início do neste dia 20, o médio que está entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro, e o terceiro, que nomeou como ‘o mais dilatado’, que deve iniciar entre 10 de fevereiro e início de março.

“Nós começaremos em um destes três períodos. Eu tenho seis milhões (de vacinas) do (Instituto) Butantan (coronavac) e dois milhões da Astrazeneca, já solicitados para janeiro. Se a análise da ANVISA for concluída, eu começo a vacinar até o dia 20 de janeiro. No período curto. Depois, vai entrando as produções e importações ao longo do caminho”, afirmou.

A chegada das vacinas, segundo o ministro da saúde, está nas mãos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), isso porque a agência ainda não liberou a autorização de uso emergencial da Astrazeneca e CoronaVac, que entraram com o pedido na última sexta-feira (8), porém com vantagem para a vacina da Índia.

“Estamos fechando a importação de dois milhões, que estão vindo da fábrica da Astrazêneca da Índia e já tem registro  para uso emergencial. O que já facilita para a ANVISA, mas mesmo assim, precisa de todos os documentos. Já temos autorização de importação e exportação, já pagamos e estamos negociando a saída dessas doses da Índia. Que deve acontecer nos próximos dez dias”, informou.

Sobre a compra da vacina que está sendo produzida no Instituto Butantan, Pazuello disse que o Ministério da Saúde é a única cliente da estatal, e que financiou a terceira fase de teste da vacina produzida no Brasil. Sobre a importação da Coranac produzida na China, o Butantan está encontrando dificuldades com a autorização de emergência da ANVISA.

“A Butantan já encomendou seis milhões de doses importadas da Sinovac e já tem um pouco mais de 2 milhões produzidas.  O problema é que não registrou na China e não há autorização de uso emergencial dessas vacinas, importadas da Sinovac. A ANVISA tem tido dificuldade para receber os documentos necessários. Nós estamos trabalhando para que eles sejam disponibilizados o mais rápido possível”, completou.

90 dias para a chegada da terceira vacina

Em relação Sputinik, os brasileiros terão que esperar um pouco mais pela vacina russa. De acordo com o ministro, general Eduardo Pazuello, essa é uma negociação em parceria com uma empresa privada, onde já estão sendo negociadas neste momento, a importação de uma primeira etapa, onde também estão no aguardo da liberação de uso emergencial.

“A empresa privada está tentando importar algumas doses da Rússia e solicitar a autorização de uso emergencial. Se isso tudo acontecer, janeiro ou fevereiro. Teremos dois ou quatro milhões de doses da vacina russa, se a ANVISA, garantir a eficácia e a segurança”, concluiu.

Entretanto, a vacina Sputinik fabricada no Brasil, ainda não passou pela terceira fase de testes no país. Segundo o Pazzuelo, a ANVISA já está recebendo a documentação que quando completa, permitirá o iniciar do processo de analise.

“Nesse caso ainda nem começou a fase três no Brasil. Então quando executar a fase três tem mais 90 dias. A Sputinik fabricada no Brasil deverá estar disponível para a ANVISA fazer o registro, após os 90 dias de fase três, que equivale a abril ou maio. Neste caso, só fiz o memorando de entendimento, para 50 milhões de doses, quando andar um pouco mais, eu posso mudar para um contrato.”, completou.

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