Comunicado traz alerta sobre predominância da variante Delta no AM

Estudo da Fiocruz Amazônia aponta que variante Delta passou a ser a mais frequente no estado, com 89% dos casos de Covid-19

Manaus – No Amazonas, 89% dos casos de Covid-19 são da variante Delta, alerta a Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Em julho, os casos dessa cepa eram de apenas 1%. Estudo sobre vigilância genômica realizado pelo Instituto Leônidas Maria Deane – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Amazônia), publicado em 26 de outubro de 2021 e comunicado na mesma data Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).

O comunicado informa que, a partir de novos resultados de exames de RT-PCR processados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), amostras foram submetidas ao sequenciamento pela Fiocruz Amazônia, resultando em 173 novas amostras confirmadas para a Delta, e 2 amostras confirmadas para a Variante de Interesse (VOI) Mu. No total, até a presente data, diz o documento, foram detectados 197 casos de Delta e 4 casos da Mu no Amazonas, demonstrando maior frequência da variante Delta (89%), sobretudo na capital.

(Foto: Eduardo Prado/FVS-RCP)

A partir dos novos resultados, a distribuição dos casos da variante Delta no Amazonas é a seguinte: Manaus (176), Parintins (13), Maués (3), Manacapuru (2), Fonte Boa (1), Itacoatiara (1) e São Paulo de Olivença (1). Com relação à Variante de Interesse (VOI) Mu, esta foi primeiramente encontrada na cidade de Tabatinga (a 1.108 quilômetros da capital), em agosto de 2021. Foram três casos confirmados em Tabatinga, em agosto, e um em Manaus, em setembro.

Diante do novo cenário, o documento orienta para recomendações a serem seguidas pela rede pública de saúde, dentre os quais o fortalecimento da vigilância ativa e intensificação da vacinação.

Segundo a Fiocruz Amazônia, o estudo analisa os genomas das amostras coletadas no período de julho a outubro de 2021, pela FVS-RCP, e processadas no Lacen-AM. Conforme o estudo, realizado pelo coordenador da Vigilância Genômica do laboratório de referência da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a frequência da variante Delta aumentou progressivamente no período estudado, saindo de 1% dos casos em julho, saltando para 6% em agosto, 40% em setembro e chegando a 89% dos casos na primeira quinzena de outubro.

Período investigado

Segundo a Fiocruz Amazônia, o estudo analisa os genomas das amostras coletadas no período de julho a outubro de 2021, pela FVS-RCP, e processadas no Lacen-AM.

Conforme o estudo, realizado pelo coordenador da Vigilância Genômica do laboratório de referência da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a frequência da variante Delta aumentou progressivamente no período estudado, saindo de 1% dos casos em julho, saltando para 6% em agosto, 40% em setembro e chegando a 89% dos casos na primeira quinzena de outubro.

“Os números mostram um claro aumento da frequência de Delta no Amazonas, que passou a ser dominante, substituindo a linhagem Gama (P1), em aproximadamente dois meses desde a sua primeira detecção no estado, na data de 21 de julho”, destaca o pesquisador. Apesar disso, conforme observado por Naveca, a substituição da variante Gama pela Delta não foi acompanhada de aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados no Amazonas.

A diretora-presidente interina da FVS-RCP, Adriana Elias, destaca que o atual cenário epidemiológico da Covid-19 no Amazonas sugere que o avanço da vacinação contra a infecção no estado está impedindo um novo aumento de casos confirmados da doença, mesmo na presença da variante Delta com transmissão comunitária (ocorrência de casos sem vínculo a um caso confirmado).

“É importante lembrar que o novo coronavírus continua em circulação no estado, e o surgimento de mutações pode acontecer, porque se trata da evolução do vírus. Por isso, é tão importante que as pessoas façam adesão à vacinação contra Covid-19 que é a principal arma para conter a pandemia, inclusive enfrentar a variante Delta”, disse Adriana Elias.

A diretora-presidente interina acrescentou que também devem ser mantidas as demais medidas preventivas à infecção, como uso de máscara de proteção respiratória, higienização das mãos, distanciamento social e evitar aglomerações de pessoas.

Sazonalidade

A FVS-RCP alerta que o Amazonas se encontra em período de transição para o período chuvoso neste mês de outubro. A ocorrência das chuvas constantes representa período de sazonalidade para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), síndrome respiratória infecciosa associada à Covid-19, que pode levar a complicações clínicas e internações hospitalares, podendo ser considerada uma complicação da síndrome gripal.

“A chegada do inverno amazônico e a proximidade das festas de fim de ano são momentos em que há tradicionalmente aglomeração de pessoas. Por isso, seguimos insistindo que é preciso continuar avançando com a vacinação contra Covid-19 para que não haja aumento exponencial de casos, em especial com a predominância da variante Delta”, alerta Adriana Elias.

Cenário

O Boletim Diário de Covid-19, edição 569, na terça-feira (26), informou o diagnóstico de 32 novos casos de Covid-19, totalizando 427.523 casos da doença no estado.

Dados parciais do Programa Nacional de Imunização (PNI) apontam que 4.457.910 doses foram aplicadas em todo o Amazonas até esta terça-feira (26), sendo 2.595.699 de primeira dose, 1.753.096 de segunda dose, 51.228 com dose única e 57.887 de terceira dose (dose de reforço). A informação está disponível no site da FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br).

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