Covid-19: Serafim Corrêa propõe programa de acolhimento e Força-Tarefa no interior

Medidas para conter o avanço da doença causada pelo novo coronavírus seriam para pessoas carentes e nas calhas dos rios, em comunidades mais isoladas

Manaus – O deputado Serafim Corrêa (PSB) propôs ao governo do Estado, nesta quinta-feira (21), que adote sistema de acolhimento social para as pessoas mais carentes, além de Forças-Tarefas nas calhas dos rios, nas comunidades mais isoladas, para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus no Amazonas.

“Há necessidade de nós termos atenção especial para o interior do Estado e, principalmente, para as áreas dos municípios indígenas. Ontem [quarta-feira, 20], o número de casos no interior já foi maior do que os casos na capital. Isso tende a se alastrar e não temos nenhum plano de contingência para atender, emergencialmente, os municípios do interior”, alertou Serafim.

O deputado Serafim Corrêa lembrou que em Salvador, na Bahia, há um sistema de atendimento a famílias carentes e vulneráveis à Covid-19 (Foto: Divulgação/Anderson Taham)

Na Bahia, em conjunto com a Secretaria de Saúde, as pastas de Educação, de Saúde, de Segurança e de Assistência Social têm atuado para atender as famílias mais pobres e vulneráveis à Covid-19.

“Quero sugerir que se adote aqui [Amazonas] o mesmo sistema que está sendo usado na Bahia, mais precisamente em Salvador. Lá, o enfrentamento da Covid-19, parcialmente, é feito pelo acolhimento passando por estruturas dessas secretarias de tal forma que aquelas pessoas mais carentes possam ficar isoladas, atendidas e medicadas para que possamos ter um número menor de pacientes vítimas da doença”, sugeriu Serafim.

O líder do PSB na Casa Legislativa ainda propôs a criação de Forças-Tarefas nas calhas do Rio Negro, Alto Solimões, Médio Solimões, Juruá, Purus, Madeira, Médio Amazonas e Baixo Amazonas.

“Teríamos oito calhas de rio, cada uma com uma Força-Tarefa, interagindo com as secretarias para que nós possamos travar esse combate agora. Também adotando essa técnica do acolhimento que é recomendada por médicos renomados e que têm experiência na área”, defendeu o deputado.

“Você não pode querer fazer isolamento social onde tem o idoso, jovem e crianças, todos no mesmo quarto. Esse idoso fica exposto. Ele tem que ser retirado de lá e levado para escolas, onde estão funcionando os abrigos, de forma que possa ter o mínimo de conforto e atenção”, concluiu.