David Almeida negocia retorno do hospital de campanha da Nilton Lins

Unidade hospitalar deve ser reativada para ajuda no combate a segunda onda da Covid-19 na capital

Manaus – Com o crescimento dos casos da Covid-19, o prefeito eleito de Manaus, David Almeida (Avante), revelou uma parceria com a iniciativa privada e o Governo do Amazonas para a reativação do Hospital Nilton Lins, servindo como hospital auxiliar para a Covid-19, no momento em que a capital demonstra sinais de uma segunda onda de contaminação.

(Foto: Carlos Nascimento / GDC)

David afirmou que o hospital irá atuar referenciado na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), evitando sobrepreços. Parlamentares da capital apoiaram a decisão do novo prefeito, em um momento que Manaus volta a registrar quase 100 novos casos/dia de Covid-19, números que não eram atingidos desde maio, em um dos momentos mais críticos da pandemia na capital.

O hospital de campanha

Inaugurado no mês de abril, a unidade ficou aberta por 90 dias. Segundo dados repassados pelo governo, foram cerca de 1800 atendimentos no hospital, que contava com 148 leitos, com 40 estando voltamos a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 108 clínicos. Destes, 59 eram voltados apenas para atendimento exclusivo de indígenas.

Na época de seu fechamento, pacientes remanescentes foram transferidos para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. Os equipamentos (monitores e ventiladores mecânicos) adquiridos pela Susam ou doados pelo Ministério da Saúde foram divididos entre as unidades hospitalares da capital.

O custo do hospital de campanha em sua inauguração causou polêmica. Na época, um contrato superior a R$2 milhões foi divulgado, gerando revolta da população e investigação na esfera federal. Até o momento de fechamento desta matéria, o valor desse novo consórcio, entre Governo, Prefeitura e Iniciativa Privada ainda não havia sido divulgado.

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