Deputado solicita hospital de campanha nas calhas do rio Madeira e Alto Solimões

Moção de Apelo ao governo federal, feita por Roberto Cidade (PV), foi apresentada nesta quinta-feira (30), durante sessão virtual da ALE

Manaus – Diante da expansão do novo coronavírus no interior do Amazonas, com quase 1,5 mil casos confirmados e 77 mortes, o deputado Roberto Cidade (PV) apresentou Moção de Apelo ao governo federal, na qual solicita a instalação de hospitais de campanha nas calhas do rio Madeira e Alto Solimões. A Moção foi apresentada nesta quinta-feira (30), durante sessão virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE) e será encaminhada ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

Roberto Cidade observa que as peculiaridades geográficas de municípios do Amazonas, com acesso de entrada e saída por via fluvial, dificultam atendimento hábil em caso de urgência e emergência (Foto: Divulgação/Evandro Seixas)

De acordo com o parlamentar, a população dessas regiões está vulnerável, pois a doença se espalha em alta velocidade e pela estrutura hospitalar inadequada ao combate do coronavírus nas cidades do interior, não haverá tempo hábil para salvar vidas.

“Até o momento há um total de 21 casos confirmados da Covid-19 na calha do Madeira e de 226 na calha do Alto Solimões. Números que para uma metrópole, não assustam, mas para cidades com poucos habitantes e com pouca estrutura hospitalar, nos faz observar de forma mais criteriosa nossos irmãos do interior”, disse.

O parlamentar destacou medidas adotadas pelo governo do Estado para tentar impedir a expansão do vírus, como a restrição ao transporte de passageiros em viagens intermunicipais. No entanto, apesar de desacelerar, não impediram a chegada da Covid-19 ao interior do Amazonas.

Roberto Cidade lembrou ainda as dificuldades geográficas peculiares dos municípios do Amazonas. A maioria tem como acesso de entrada e saída a via fluvial, o que dificulta um atendimento hábil em caso de urgência e emergência.

“São poucos os interiores do Estado que dispõem de aeroporto ou mesmo de uma pista de pouso de aviões. O que dificulta e até impossibilita a remoção de pacientes em estado grave para a cidade de Manaus, muitos deles morrem antes mesmo de chegarem a capital do Estado”, salientou o parlamentar.

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