‘Governo estadual desdenha de médicos e mantém salários em atraso’, diz Serafim

O líder do PSB na ALE observa que mesmo com o envio pelo governo federal de equipamentos para o combate à Covid-19, o Estado segue ignorando os profissionais da saúde

Manaus – Ao contrário do Ministério da Saúde que atendeu aos pedidos de socorro e enviou equipamentos de proteção, respiradores e recursos humanos para o combate à Covid-19 no Amazonas, o governo estadual segue ignorando os profissionais da área de saúde sem pagar os salários em atraso. A opinião é do líder do PSB na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), deputado estadual Serafim Corrêa.

“Se você trabalhou, tem direito a receber. Sem mão de obra qualificada (médicos e enfermeiros) não há combate efetivo”, disse Serafim Corrêa nesta terça-feira (5) (Foto: Divulgação)

“Há muito tempo me sinto indignado em ver como os profissionais da saúde estão sendo tratados. O profissional da saúde trabalhou, ele precisa receber. Essa história de que ele tem que esperar 90 dias não é correto, é absurda e contraria qualquer relação de trabalho. Não importa se estão como pessoas físicas ou jurídicas. O fato é que se você trabalhou, tem direito a receber. Sem mão de obra qualificada (médicos e enfermeiros) não há combate efetivo”, disse Serafim durante discurso na sessão virtual da ALE-AM desta terça-feira (5).

De acordo com texto divulgado pela Secretaria de Comunicação (Secom), o Estado recebeu 244 mil unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), 25 respiradores do tipo invasivo, usados em leitos de UTI, e 20 respiradores de transporte, destinados a cuidados intermediários e transferências hospitalares, e ainda 267 profissionais de saúde contratados pelo Ministério da Saúde.

“O nosso grito de pedido de socorro foi escutado pelo governo federal. Faço oposição ao governo federal, mas também devo ter a honestidade de reconhecer a ação do ministro da Saúde (Nelson Teich) e do general (Eduardo) Pazuello, que é o secretário-executivo da pasta, aonde vimos quatro aviões descerem em Manaus com material e recursos humanos. Entendo agora que os nossos gestores têm que fazer a sua parte, têm que parar de desdenhar dos médicos, têm que parar de humilhar e pagar os salários atrasados”, concluiu Corrêa.

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