Hospitais lotados e desespero dos familiares: A nova realidade da saúde de Manaus

Familiares lutam por vagas em unidades de saúde. A falta de leitos e oxigênio coloca Manaus em verdadeiro cenário de guerra

Manaus – A segunda onda da Covid-19 segue ganhando força na capital, com a população amazonense sentindo o resultado das aglomerações realizadas no final do ano de 2020, potencializada pela falta de leitos em hospitais da capital.

Agora, um cenário de guerra é observado nos hospitais da capital. Familiares lutam por vagas em unidades de saúde e, quando as conseguem, por vezes sofrem com a falta de oxigênio, nova crise que atinge a capital, com os familiares indo a óbito, em sua maioria sufocada.

A medida alternativa encontrada pelas famílias foi recorrer a empresas particulares, na luta pela vida dos familiares. “Um cilindro de oxigênio que dura uma hora custa 800 reais, quem não tiver esse dinheiro irá falecer, mesmo com o pessoal da saúde dando todo o possível para tentar socorrer”, afirmou um familiar em frente ao SPA José Lins.

Outro caso foi o de um homem que perdeu o pai, após uma falta de oxigênio. “ Os hospitais estão sem oxigênio desde 6h da manhã, fomos comprar na particular para meu pai mas ao chegar ele já havia morrido, por falta de ar”, revelou.

Os familiares na área externa descreveram o cenário de crise visto na unidade no bairro da Redenção. “Isso que ocorre aqui é assassinato, já morreram duas pessoas. Governo assassino, ladrão”, gritou uma familiar.

As críticas ao governador do Amazonas, Wilson Lima, não pararam por ai. “Cadê nosso governador? Nossas famílias estão morrendo”, argumentaram na área externa.

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