Indígenas venezuelanos são realocados e passam por triagem de saúde

Medida tem por objetivo evitar a transmissão viral nas famílias, que no total já somam 410 indígenas realocados

Manaus – Entre as ações de enfrentamento ao novo coronavírus, causador da Covid-19, a Prefeitura de Manaus realizou nesta sexta-feira (1) a terceira ação conjunta de realocação temporária de 111 indígenas venezuelanos da etnia warao, que estavam abrigados na casa de acolhimento provisório no bairro Alfredo Nascimento, zona leste da capital. A medida tem por objetivo evitar a transmissão viral nas famílias, que no total já somam 318 indígenas realocados.

A Semasc tem cinco novos espaços de acolhimento, dos quais três foram implantados devido a pandemia de Covid-19 (Foto: Nathalie Brasil/Semasc/Divulgação)

Organizadas por ordem de apartamentos, as famílias passaram por uma triagem de saúde, para verificação de possíveis sintomas do vírus. A organização humanitária internacional Médicos sem Fronteiras (MSF) esteve com uma equipe técnica para realizar o atendimento clínico e conferir a temperatura dos indígenas.

As equipes de abordagem da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) direcionaram o encaminhamento por famílias. Todos foram transportados, seguindo os protocolos de higiene da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“As parcerias são a principal forma de oferecer proteção ao público mais vulnerável. Estamos seguindo as determinações do prefeito Arthur Virgílio Neto e do Ministério Público Federal quanto aos meios de proteger as famílias dessa pandemia. Estamos todos focados em garantir a saúde dessas pessoas”, destacou a secretária da Semasc, Conceição Sampaio.

Os novos espaços de acolhimento provisório onde eles foram alojados não será divulgado, para não expor os refugiados, seguindo as recomendações alinhadas em reuniões com os órgãos envolvidos no processo.

A Semasc tem cinco novos espaços de acolhimento, dos quais três foram implantados devido a pandemia de Covid-19. Nestes locais, todos recebem atenção redobrada quanto à alimentação (café, almoço e janta) e higiene. Os indígenas que ainda continuam no acolhimento do Alfredo Nascimento e Centro recebem kits de alimentação e limpeza semanal.

A ação segue com a participação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Organização Internacional de Migração (OIM), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Operação Acolhida – Exército e secretarias municipais, que darão suporte total durante o tempo de permanência.

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