“Nossos profissionais estão morrendo”, dizem funcionários durante ato em hospital de Manaus

Grupo da linha de frente contra a Covid se reuniu para reivindicar o pagamento do risco de vida, ticket alimentação e adicional noturno que estão atrasados

Manaus – Profissionais de saúde se reuniram na noite desta quinta-feira (22), para reivindicar o pagamento do risco de vida, ticket alimentação e adicional noturno, que estão atrasados. O grupo reuniu em frente ao Hospital e Pronto-socorro Platão Araújo, na zona leste de Manaus.

Em meio o pandemia de Covid-19, os profissionais de saúde relatam que estão há um ano sem receber o risco de vida, além de meses sem receber o ticket alimentação e adicional noturno.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviço de Saúde Pública do estado do Amazonas (SINDIPRIV-AM), Graciete Mouzinho, os profissionais estão na linha de frente, mas não são valorizados.

“Nós já sofremos demais, sofremos muito com o atraso de pagamento, nunca ninguém fez nada, nós tivemos que nos unir pra lutar, hoje. Está faltando profissional, porque muitos estão doentes, eles não descansam, não tem nem direito de tirar uma hora de descanso, é muito paciente”, explicou.

Além do atraso dos pagamentos, os profissionais da saúde também destacam que estão sobrecarregados por conta da demanda de pacientes, que é alta, e por trabalharem na linha de frente, alguns profissionais foram acometidos de Covid-19 e não resistiram.

“É muito triste, a gente ver colegas nossos da área da saúde perdendo a vida, nosso celular não para, são pessoas que estão sendo entubadas, morrendo por volta de leitos que não tem. Socorram os nossos profissionais, eles estão na linha de frente, precisam de EPI, eles estão morrendo, sendo contaminados todos os dias, a gente quer valorização para os nossos profissionais”, pediu José Picanço, que faz parte do SINDIPRIV-AM.

O grupo espera que os pagamentos atrasados sejam efetuados e que eles também sejam vacinados contra a doença. Os profissionais relatam ainda que plantões exaustivos são realizados todos os dias nos hospitais.

“A gente trabalha 13 plantões, é exaustivo. Então nós só queremos uma coisa, que eles (profissionais) sejam respeitados, que eles sejam tratados com dignidade e que o governador pague esses direitos deles, peça para seu secretario pagar. Ele precisa pagar, governador.” Afirmou Graciete.

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