‘Operação Oxigênio’ vai acompanhar transporte de pacientes para outros Estados

Pacientes na fase moderada da Covid serão transferidos para Brasília e para os Estados de Goiás, Piauí, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte

Manaus – Com o colapso da saúde nos hospitais em Manaus, o Ministério da Saúde anunciou a “Operação Oxigênio” na capital. Durante pronunciamento, o representante do Ministério da Saúde, coronel Franco Duarte, informou que pacientes na fase moderada da Covid-19 serão transferidos para Brasília e para os Estados de Goiás, Piauí, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O plano de cooperação entre outros Estados foi anunciado na tarde desta quinta-feira (14), em live nas redes sociais. O governo federal fez um estudo dos Estados para decidir quais participariam do acolhimento aos pacientes, a fim de não sobrecarregar a rede assistencial desses locais.

Piauí será o primeiro Estado a receber os doentes. Nesta quinta-feira, 30 pacientes de Manaus com Covid-19 foram encaminhados para a capital Teresina.

“O primeiro Estado a receber os pacientes será o Piauí. A escolta dos pacientes será feita pelo Ministério da Defesa, e o retorno deles para o Amazonas será com a companhia aérea Gol. O paciente do Amazonas que subir na aeronave terá todo o acompanhamento de profissionais, com acolhimento garantido. Vamos embarcar pessoas com vida e retorna-las devidamente recuperadas”, explicou o coronel Franco Duarte.

Crise de oxigênio

Com uma ação tardia no combate à pandemia no Amazonas, o governador Wilson Lima vem tentado traçar ações para frear a crise do coronavírus. No pronunciamento, foram apresentados gráficos sobre a demanda de oxigênio nas unidades hospitalares.

O secretário estadual de saúde, Marcellus Campêlo, confirmou que a falta de oxigênio em Manaus causará uma interrupção no fornecimento do produto aos pacientes por algumas horas. Essa crescente demanda vem sendo vista desde o início de janeiro.

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Segundo os dados apresentados, atualmente o consumo diário nos hospitais é de 76.500 metros cúbicos de oxigênio. Por outro lado, a produção diária da empresa White Martins é de 28.200 metros cúbicos do gás.

“Esse dado revela um deficit diário do insumo. A matemática mostra de maneira objetiva que todo o SUS está tentando equalizar esse item tão nobre, que é o oxigênio”, disse o representante do Ministério da Saúde.

A White Martins disponibilizou 28 carretas para apoiar a demanda em Manaus, com transporte feito por carretas e balsas. A empresa informou que tem condições de manter uma “ponte aérea” de Guarulhos (SP) à Manaus, para o transporte de oxigênio.