Reabertura da economia, só com redução da curva de casos da Covid-19, diz MPAM

A procuradora-geral de Justiça Leda Mara Albuquerque afirmou que algumas partes da sociedade não entenderam a gravidade da situação e não atenta para a importância do isolamento social

Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MPAM), representado pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, participou, nesta quinta-feira (30), de uma reunião, por videoconferência, com o governador do Estado, Wilson Lima; o prefeito de Manaus, Arthur Neto, e os integrantes do Comitê Interinstitucional do qual também participam os Tribunais de Contas (TCE-AM) e de Justiça do Amazonas (TJAM), a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM),o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Defensoria Pública do Estado (DPE). A reunião também teve representantes do comércio e da indústria.

A procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque (Foto: Arquivo MPAM/Hiraílton Gomes/Divulgação)

Na pauta, uma explanação geral sobre a situação da pandemia do novo coronavírus na capital e no interior. Além das informações prestadas sobre os sistemas de Saúde estadual e municipal, quando foi falado de número de leitos disponíveis, capacidade de atendimento e números atualizados da doença, o governador Wilson Lima apresentou aos integrantes do comitê um plano para retomada gradual das atividades econômicas em Manaus e região metropolitana, condicionada à análise da curva de casos do novo coronavírus (Covid-19).

Ao falar pelo MPAM, Leda Albuquerque afirmou que algumas partes da sociedade não entenderam a gravidade da situação e não atentam para a importância do isolamento social.

“Esse debate do cronograma se deu dentro de um contexto maior e o Ministério Público ouviu atentamente, assim como todas as instituições, mas ficou muito claro que o retorno, ainda que gradual, só vai se dar se as condições forem outras e se a curva epidemiológica sofrer um achatamento. De outro modo, não há a menor possibilidade do Ministério Público concordar com o retorno gradual das atividades, porque nós vamos ter mais pessoas infectadas e mais mortes, como tem acontecido mundo afora”, afirmou Leda Albuquerque.

Segundo o governador, a reabertura gradual da economia no Amazonas vai depender da confirmação das projeções feitas por estudo elaborado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, infectologistas, estatísticos e economistas, coordenados pelos professores Samy Dana e Alexandre Simas.

A chefe do Ministério Público estadual ponderou que a situação afeta a economia e que aquele projeto de retorno revela uma preocupação do governo, junto com o empresariado local, de debater essa retomada das atividades laborais, pois há muita coisa em jogo.

“Como gestora de uma instituição, é claro que eu entendo que o Estado, se tivesse caminhando bem, estaria numa melhor condição econômica. Isso tem reflexo nas instituições. Mas o momento exige o isolamento social. O isolamento precisa ser mantido”, afirmou a procuradora-geral de Justiça.

Anúncio