Abacaxi do Novo Remanso recebe selo de Indicação Geográfica

Também foram contemplados com o selo os produtores de rurais das regiões vizinhas Vila do Engenho e Caramuri

Itacoatiara – O abacaxi produzido na região do Novo Remanso, em Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste de Manaus) recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Também foram contemplados com o selo os produtores de rurais das regiões vizinhas Vila do Engenho e Caramuri, sendo esta pertencente ao município de Manaus.

(Foto: Divulgação/Sebrae)

Milhares de famílias dessas regiões, que há mais de 50 anos cultivam o abacaxi, com o apoio do Sebrae no Amazonas e de uma rede de instituições parceiras, aprimoraram técnicas de cultivo e manejo, resultando num fruto reconhecido por seu sabor adocicado e de baixa acidez.

De acordo com a diretora superintendente do Sebrae/AM, Lamisse Said Cavalcanti, esta é a quarta concessão de IG a produtos regionais do Amazonas. “Desde 2004, o Sebrae vem desenvolvendo ações com os produtores do Novo Remanso, mas somente há cerca de 3 anos focamos na obtenção do IG, pois já entendíamos que os produtores estavam organizados e prontos para dar esse avanço, pois todos sabemos das qualidades diferenciais do abacaxi produzido no Novo Remanso e Entorno”, explica.

De acordo com a revista publicada pelo INPI neste dia 09, a gestão do selo com a denominação “Novo Remanso” passar a ser feita pela Associação dos Produtores de Abacaxi do Novo Remanso (Encarem), em conformidade com o artigo 177 da Lei 9.279 de 14 de maio de 1996 (Lei de Propriedade Industrial – LPI).

Pelo documento de concessão, para que o abacaxi produzido nas três localidades possa receber o selo “Novo Remanso” precisará seguir 22 itens de especificação técnica que incluem, entre outras coisas, o uso mínimo e adequado de agrotóxicos, correção de uso do solo conforme legislação e seleção de mudas.

A diretora técnica do Sebrae/AM, Adrianne Gonçalves, explica que o selo IG representa um forte diferencial no mercado, pois assegura que determinado produto é originário de uma região específica, produzido com determinadas técnicas e conforme processos controlados.

“O IG é, na prática, uma proteção para os produtores, pois eles passam a contar com algo que confere diferencial e relevância ao seu produto, evitando falsificações e apropriações indevidas do nome. Estamos muito felizes com essa conquista e agora vem muito trabalho pela frente, que é mobilizar os produtores para se conscientizarem desse novo momento e buscar ainda mais novos mercados dentro e fora do Amazonas”, comenta Adrianne Gonçalves.

Anúncio