Abrasel estima mais demissões e fechamentos em definitivo nesta fase da pandemia no AM

O setor que empregava diretamente mais de 80 mil e indiretamente mais de 160 mil trabalhadores teve até hoje 100% de prejuízo financeiro

Manaus – A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel) estima que empresas demitam mais pessoas durante esta fase da Pandemia e fechem em definitivo no Estado. Desde março até dezembro de 2020 cerca de 40% das empresas fecharam suas portas e 30% dos colaboradores foram demitidos até o momento, antes o setor empregava cerca de 160 mil pessoas direta e indiretamente.

Empresário se reúnem com o Governo do Amazonas (Foto: Divulgação / ABrasel)

A Associação pede urgência na aceleração da vacinação na população do estado e vem tentando uma flexibilização maior por meio de reuniões realizadas com o governo e até o momento houve a liberação do delivery e drive-thru, mas muitos empreendimentos não tiveram como se adaptar a esta realidade, só apenas 50% deles estão atendendo desta forma e mesmo assim não conseguem manter os custos em dias.

Ao longo desta pandemia o setor de alimentação fora do lar vem sofrendo muito com os decretos que surgiram, proprietários de restaurantes, bares e similares estão aguardando a liberação da coleta balcão para que se tenha o mínimo de faturamento, pois temem o fechamento de seus negócios.

De acordo com o presidente da Abrasel, Fábio Cunha, “Muitos estão aguardando a abertura presencial. Se o decreto continuar sendo feito sem nenhuma perspectiva ao retorno deste atendimento, mais empregos serão perdidos e empresas fecharão suas portas. Precisamos de uma data de abertura urgente para que possamos nos planejar e continuar com as empresas abertas e assim com os empregos de vários trabalhadores que sustentam suas famílias. Sabemos que não será uma abertura total e deverá ter restrições, mas, temos que nos adaptar ao “novo normal” e estamos dispostos a isso.”, afirma Cunha.

Na tentativa de salvar os empregos, empresários deram férias coletivas em janeiro de 2021, aos seus funcionários, que já retornaram em fevereiro e ainda encontram o cenário de um salão paralisado, sem ação e entrada de rendimentos. Por isso ainda continuam acontecendo as demissões em massa por não terem como honrar com seus compromissos.

Contudo, resultado das dívidas acumuladas desde o início da pandemia como empréstimos, aluguel do ponto, fornecedores, prejuízo financeiro de 100% e em muitos casos dificultam cada vez mais para que os empresários consigam manter o colaborador, fornecedores e terceirizados. Neste mês de fevereiro donos de restaurantes, bares e similares vão fechar o mês, como de costume, mas sem conseguir manter seus custos, portanto acabarão quebrando, fechando definitivamente seus empreendimentos.