AM fecha 2021 com abertura de 35,1 mil vagas formais, 40% nos serviços

Dados do Caged mostram que a industria perdeu fôlego para o comércio e os serviços, que responderam por quase 4 em cada 10 contratados com carteira assinada

Manaus – Após sofrer uma perda de 3,1 mil empregos com carteira assinada em dezembro, o Amazonas fechou 2021 com um saldo de 35,1 mil postos formais, a maioria criado pelo setor de serviços, que respondeu por quase quatro em cada vagas. Os dados são Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (31), pelo Ministério do Trabalho e Previdência. No País, o saldo foi de 2,73 milhões de empregos, resultado de 20,6 milhões de contratações e 17,9 milhões de demissões.

(Foto: Ministério do Trabalho/CAGED)

No Amazonas, as admissões somaram 212 mil, no ano passado, contra 176,9 mil desligamentos, o que gerou o saldo positivo de 35,1 mil postos formais. Só o setor de serviços contratou 95,6 mil e demitiu outros 82,2 mil, o que gerou um saldo de 13.343 mil, equivalente a 37,9% de todo o volume de contratações com carteira assinada.

O comércio registou o segundo melhor desempenho, com 9.233, resultado der 54,2 mil contratações e 45 mil demissões, em todo o ano passado. Com o resultado, o estoque do setor ficou em 106,4 mil postos, crescimento de 9,4%.

Já a indústria perdeu fôlego, ao crescer menos do que os outros dois setores. O saldo atingiu 8.972 postos, após o resultado de 42,5 mil admissões e 33,5 mil demissões. Com isso, o estoque foi de 114,5 mil vagas formais, alta de 8,5% sobre o ano passado.

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(Foto: Ministério do Trabalho/CAGED)

O segmento de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos respondeu por quase a metade (4,1 mil) do saldo de vagas. Os subsetores de componentes eletrônicos e de equipamentos de informática e periféricos lideraram os resultados, concentrados no Polo Industrial de Manaus (PIM). O primeiro foi responsável pelo saldo de 1,7 mil postos e o segundo com 1,6 mil postos formais.

O setor da construção civil no Amazonas amarga a grande retração dos lançamentos imobiliários e a redução do volume de obras públicas. Os dados do Caged mostram que a atividade registrou saldo de apenas 3 mil postos formais, no ano passado. As contratações somaram 18,6 mil e as demissões chegaram a 15,5 mil trabalhadores. Ao todo, o setor ficou com um estoque de 23,2 mil vagas e crescimento de 15,2%.

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