AM liderou índice de alta do PIB, em 2018

Puxadas pela indústria, as riquezas geradas na economia do Amazonas em 2018 cresceram 5,1%, a maior taxa do País, e atingiram R$ R$ 100,11 bilhões, segundo os dados das Contas Regionais do IBGE

Manaus – As riquezas geradas na economia do Amazonas cresceram 5,1%, a maior taxa do País, em 2018, e atingiram R$ R$ 100,11 bilhões e mantiveram o Estado com 1,4% da fatia nacional por três anos . Já o Produto Interno Bruto (PIB) per capita colocou o Amazonas na 13ª posição nacional, com uma renda média anual de R$ 24,5 mil Os dados são das Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que consolidou o resultado dos Estados.

(REUTERS/Bruno Domingos/Direitos Reservados)

De acordo com o instituto, o desempenho em volume do PIB do Amazonas foi influenciado pelas Indústrias de Transformação, cuja variação foi de 8,8%, influenciado, principalmente, outros equipamentos de transporte (exceto veículos automotores) e fabricação de bebidas.

Em 2018, o setor industrial como um todo elevou a participação na economia do Estado para 34,3%, ou mais de R$ 34 bilhões, contra uma fatia de 33,2%, no ano anterior, com aumento do volume em 8,2%.

Já os Serviços registraram crescimento de 3,8% no volume de riquezas geradas, com forte contribuição das atividades de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (7,5%), além de atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (7,5%) e transporte, armazenagem e correio (7,6%).

No comércio, destacou-se o segmento varejista e o comércio de veículos. Nos serviços de transportes, por sua vez, o aumento foi impulsionado em grande medida pelo transporte dutoviário, atividade vinculada à indústria de extração de gás natural, que teve bom desempenho no estado em 2018. Por fim, em Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares, o aumento distribuiu-se entre as atividades jurídicas e os serviços de engenharia.

Segundo o IBGE, a Agropecuária foi o único, entre os três grupos de atividades econômicas do Amazonas, com variação em volume negativa em 2018, com redução de 1,6%, influenciada pela atividade de Agricultura, inclusive apoio à atividade e à pós colheita, que teve decréscimo de 7,4%.

O IBGE apontou que entre os principais produtos da agricultura com queda em volume em 2018 estiveram o dendê, o maracujá, o abacaxi e a mandioca. Já mamão e açaí tiveram aumento de produção no mesmo ano.

Em Produção florestal, pesca e aquicultura houve crescimento em volume de 6,3%, com destaque para a silvicultura de madeira em tora e para a extração de tucumã, informa o instituto.

Per capita
O PIB per capita no Amazonas, que é a divisão do PIB pelo total da população, colocou o Estado na 13ª posição no País com um total de R$ 24.532,90. Em 2002, esse PIB estadual per capita era de R$7.353,15 e ocupava a 9ª posição.

Na Região Norte, Rondônia registrou a maior posição (12ª), com razão de PIB per capita de 0,8 em 2018 (0,6 em 2002), e o Tocantins foi o Estado que mais avançou, saindo do 21º para o 15º lugar no período. Amazonas e Roraima, apesar de estarem em colocações superiores à do Tocantins em 2018, apresentaram redução da razão do PIB per capita ao longo da série, perdendo, assim, posições no ranking de valor corrente.

Entre os Estados de menor PIB per capita em 2018, Piauí e Maranhão ocuparam a 26ª e a 27ª posições, respectivamente. Abaixo da 20ª colocação no ranking de posição relativa, situaram-se, quase exclusivamente, os Estados da Região Nordeste, sendo o Acre, da Região Norte, a única exceção, ocupando o 22º lugar. O Distrito Federal foi a Unidade da Federação com a maior posição no ranking de participação no PIB em 2018.

Nacional

O desempenho da economia do Amazonas contribuiu para todo o Norte, que igualmente obteve a maior variação em volume em 2018, tendo crescido 3,4%, influenciada, também por Roraima, de Rondônia e do Pará.

Seguidas da Região Norte, as Regiões Centro-Oeste e Sul foram a segunda e a terceira maiores variações em volume, com crescimentos de 2,2% e 2,1%, respectivamente. Na Região Nordeste, o incremento foi igual à média brasileira (1,8%).

A Região Sudeste foi a única com variação em volume inferior à média nacional de 1,8%, com acréscimo de 1,4%, já que apenas o Espírito Santo, com aumento de 3,0%, superou a média nacional.

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