Amazonas Energia lidera ranking de insatisfação entre consumidores amazonenses

A empresa lidera o ranking de denúncias do Procon Manaus (da Semdec) e o ranking da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC/ALE)

Manaus – A Amazonas Distribuidora de Energia lidera o ranking de denúncias recebidas pela Secretaria Municipal de Direito ao Consumidor e Ouvidoria – Procon Manaus (Semdec). Entre as principais reclamações registradas contra a empresa, 61% são por contestação de fatura ou abusividade de valores.

Maioria das reclamações contestam valor cobrado nas faturas (Foto: Divulgação/Amazonas Energia)

Conforme os dados da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC/ALE), a Amazonas Energia também lidera o ranking de denúncias, com 307 reclamações, entre fevereiro e 15 de novembro deste ano.

Na última semana, o presidente da CDC/Aleam, deputado João Luiz, apresentou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, um relatório com reclamações registradas na comissão contra a empresa, fotos e vídeos da população da capital e do interior em manifestações e protestos reivindicando melhor qualidade na prestação do serviço. Com isso, a reguladora disponibilizou um representante da Aneel para acompanhar as audiências públicas e reuniões técnicas aqui no Estado.

No índice de reclamações recebidas no Procon Manaus, 61% são por contestação de fatura ou abusividade de valores, 20% por cobrança indevida, 13% por negociação ou quitação de dívidas e 2% por má prestação de serviço.

O coordenador do Procon Manaus, Rodrigo Guedes, apontou que, a cada dez denúncias, quatro são em relação a concessionária de energia. Segundo ele, a reclamação mais recorrente é por contestação de fatura, quando o consumidor não reconhece o consumo especificado na fatura.

“As reclamações são as mais diversas possíveis, de que a contagem está errada, de que a pessoa solicitou a troca do contador e não foi feita, de que a cobrança, pela média, não corresponde ao que foi realmente consumido, de corte de energia sem aviso prévio, casos de apagão”, contou.

Em relação ao índice de resolução de resolução de problemas com a empresa, o coordenador do Procon Manaus pontuou que a concessionária é uma empresa “muito difícil de lidar”.

“Nós temos algumas tratativas, mas eles não buscam muita solução. Nós temos muitas dificuldades com a empresa. Não sei agora, com essa mudança de gestão, se eles vão buscar mecanismos de solução de forma alternativa. Esperamos que eles tenham formas mais pacificas, sem precisar demandar e abarrotar o judiciário”, acrescentou.

Casos que não são solucionados no órgão são diretamente encaminhados ao 2º juizado cível, no Tribunal de Justiça do Amazonas, que é especializado em receber as demandas tanto Procon municipal quanto do estadual.

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