Amazonas fecha 2018 com 6 mil vagas formais

Já no mês de dezembro, houve perda de 1,6 mil postos. Apesar da retração, essa foi a menor queda para o último mês do ano, desde o início da série histórica do Caged, em 2004

Manaus – Em todo o ano passado, o Amazonas gerou 6,5 mil vagas com carteira assinada, decorrentes de 137,4 mil contratações e 130,8 mil demissões. Destaque para os setores de serviços e comércio com saldos positivos de 5,2 mil e 3,1 mil, respectivamente, no ano. A agropecuária registrou 293 vagas abertas, enquanto extrativa mineral e administração pública aparecem com saldos de 45 e 42 postos de trabalho, respectivamente. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado, ontem, pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Já, em dezembro, que é um mês historicamente ruim para o emprego formal, na maior parte do País, o saldo de empregados e desempregados do último mês do ano apresentou, no Estado, o menor déficit da série, iniciada em 2004. Em dezembro, o mercado formal teve retração de 1,6 mil vagas, enquanto, no Brasil, foram 334,4 mil postos a menos.

No acumulado do ano, o emprego celetista cresceu em todas as regiões (Foto: Eraldo Lopes/RDC/Arquivo)

Em 2017, o saldo negativo de dezembro chegou a 2 mil vagas no Amazonas e 5 mil a menos, em 2016. A maior perda para dezembro aconteceu em 2008, quando foram encerrados 13 mil postos de trabalho formal.

Somente o comércio e a administração pública registraram saldos positivos, entre os setores do Estado, com 501 e dez postos, respectivamente. A maior perda foi registrada na indústria com o fechamento de 989 vagas, seguido da construção civil, com 602 postos a menos. O setor de serviços e agropecuária também apresentaram perdas de 361 e 135 vagas, em dezembro.

Por outro lado, construção civil e indústria de transformação fecharam 1.025 e 954 postos, respectivamente, no ano passado. Serviços industriais de utilidade pública fecharam o ano passado com retração de 149 vagas.

O Estado registra o segundo ano consecutivo de saldo positivo, quando, em 2017, fechou com 2,1 mil vagas, após queda de 17,3 mil, em 2016. O resultado colocou o Estado do Amazonas no 14º lugar do ranking, entre as 27 Unidades da Federação.

Nacional

No acumulado do ano, o emprego celetista cresceu em todas as regiões do País. O Sudeste teve o melhor desempenho, com 251,7 mil novos postos, seguido pelo Sul (102,2 mil postos), Nordeste (80,6 mil postos), Centro-Oeste (66,8 mil postos) e Norte (28,1 mil postos). Das unidades federativas, 23 registraram expansão do emprego. Serviços liderou a retomada do emprego no ano, com saldo de 398,6 mil postos.