Amazonas perde 625 postos de trabalhos formais em fevereiro

A retração do emprego com carteira assinada só não foi maior pelo comportamento de indústria, que liderou a abertura de postos, ao contrário do comércio, que encolheu com a pandemia

Manaus – O saldo do emprego com carteira assinada no Amazonas caiu em fevereiro, ao perder de 625 postos de trabalho durante o período crítico da segunda onda da pandemia de Covid-19. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e desempregados (Caged), do Ministério da Fazenda, o comércio, que ficou fechado puxou a queda. Ao contrário do Amazonas, no País ocorreu crescimento de 401.639 vagas de trabalho.

O resultado de fevereiro no Amazonas veio na contramão de janeiro, quando houve crescimento de 1.641 postos formais. A queda só não foi maior pelo comportamento da indústria, que em fevereiro registrou saldo de 406 vagas, resultado de 2.674 contratações, contra 2.268 desligamentos.

Já o comércio contribuiu fortemente para o resultado negativo do mês, ao perder 733 postos de trabalho, com a demissão de 2.268 trabalhadores e a contratação de 2.006, aponta o Caged.

Comércio vazio reduziu os postos de trabalho no Amazonas, em fevereiro (Foto: Carlos Nascimento/GDC)

A construção civil também seguiu em queda, com o enxugamento de 358 postos formais, em fevereiro, resultado de 1.133 desligamentos e apenas 775 contratações.

A situação do emprego ficou praticamente estável no setor de serviços, com saldo positivo de apenas 23 vagas, segundo o Caged.

No balanço geral de todos os setores, os dados apontam um total de 10.402 contratações contra 11.027 desligamentos, com saldo negativo de 625 postos perdidos naquele mês.

Mesmo com a retração em fevereiro, o encolhimento do mercado de trabalho do Amazonas ainda está longe das vagas perdidas em março do ano passado, quando começou o pico da pandemia no Estado. De acordo com o Caged, naquele mês foram fechados 10.103 postos e outros 5.116, em abril.

País

No Brasil, a criação de 401.639 vagas formais foi resultado de de 1,694 milhão de admissões e 1,292 milhão de demissões. Em fevereiro de 2020, houve a abertura de 225.648 postosa mais do que demissões.

Desde janeiro do ano passado o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para parte das empresas, o que traz algumas diferenças na comparação com anos anteriores.

O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários, modalidade criada na reforma trabalhista Antes, essa comunicação era facultativa. Dessa forma, não há como fazer a comparação com dados anteriores a janeiro de 2020 porque as bases de dados são distintas.

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