Amazonas tem quase 6 em cada 10 trabalhadores na informalidade

No Estado, 58,1% dos ocupados estão na informalidade a terceira maior taxa do País

Manaus – No Amazonas, 58,1% das pessoas ocupadas estão na informalidade a terceira maior taxa do País, atrás apenas do Pará (62,9%) e do Maranhão (59,7%) e bem acima da média nacional, de 40,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do primeiro trimestre do ano e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(FOTO: MARCIO JAMES / SEMCOM)

Enquanto a informalidade está em alta, o percentual da população ocupada trabalhando por conta própria no Amazonas atingiu 35,7%, o segundo maior percentual do País, colado no Amapá, com 35,9%. No Brasil, a média foi de 26,5%, indica o IBGE.

Já a taxa de subutilização da força de trabalho no Amazonas, que inclui os desocupados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, atingiu 25,7%, a 14ª do País, que apontou média de 23,2%, segundo o IBGE.

No primeiro trimestre, o Brasil tinha quase 3,5 milhões em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 5 milhões.

O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2022 com 4,594 milhões de desalentados, pessoas em idade de trabalhar que não procuram emprego por acreditaram que não conseguiriam uma oportunidade, por exemplo.
Se considerada toda a população subutilizada, que inclui também os desempregados e os que trabalham menos horas do que poderiam e gostariam, faltou trabalho para 26,8 milhões de brasileiros.

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