Amazonas tem saldo de vagas menor que há um ano

Mesmo com o sexto melhor saldo de empregos do País, em março, com 157 novas vagas o Estado, ficou abaixo do saldo de março de 2018 (548 vagas), queda de 71,3%, segundo o Caged

Manaus – O saldo de vagas de emprego, no Amazonas, em março, foi de 157 contratos com carteira assinada, após 10,2 mil admissões, contra 10 mil demissões. O resultado foi o sexto maior do País que, na soma dos Estados, ficou negativo com perda de 43 mil vagas de emprego. Porém, comparado com março do ano passado (548 empregos), o saldo do Amazonas é 71,3% inferior, segundo dados divulgados, nesta quarta-feira (24), em Brasília, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

Entre os setores, o Polo Industrial de Manaus (PIM) apresentou a perda de 144 postos de trabalho, em março. A indústria do Amazonas contratou 2,3 mil pessoas, mas demitiu 2,5 mil, no período.  O comércio perdeu 204 empregos depois que foram demitidos 2,6 mil pessoas apesar da contratação de 2,4 mil.
Já o setor de serviços comemorou a manutenção de 334 postos, no mês em que houve 4,2 mil contratações e 3,9 mil demissões.

A construção do AM comemorou o 1º trimestre. Em março, foram 213 vagas (Foto: Eraldo Lopes/Arquivo)

No ano, o Amazonas tem resultado de 1,2 mil vagas ante 34,4 mil admissões e 33,2 mil demissões. No acumulado de 12 meses, o saldo é de 7,5 mil vagas mantidas. Foram 138,4 mil contratações contra 130 mil demissões, no mesmo período. Para o Estado, o saldo no mês passado foi segundo resultado positivo para um mês de março, desde 2014, quando houve perda de 472 empregos. Em 2015 foram fechados 1,6 mil postos de trabalho, em 2016, foram 2,5 mil vagas perdidas e, em 2017, menos 1,7 mil empregos formais.

Construção

A construção civil do Amazonas comemorou o resultado positivo na geração de empregos, nos três primeiros meses de 2019. Em março, o saldo foi de 213 vagas. Desde 2016, esse foi o melhor início de ano para o setor, no Amazonas.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, afirmou que a retomada de obras públicas está entre os fatores que contribuem para a mudança de cenário.

“O que se percebe é um equilíbrio no novo governo. A Prefeitura (de Manaus) também está lançando novas obras. Temos, ainda, o mercado imobiliário, que também – timidamente – está lançando novos empreendimentos. Então, presume-se que esse aumento de contratações é relativo à melhoria tanto do poder público como do poder privado em novas obras”, explicou.

A construção civil começou o ano com manutenção de postos de trabalho, já que em janeiro foram criadas 1.044 postos e houve 819 demissões, o que resultou em um saldo de 225 vagas. Em fevereiro, quando houve 963 admissões e 696 desligamentos, o saldo de empregos saltou para 267 vagas. Em março, o Caged registrou a criação de 948 vagas formais contra 735 demissões, levando ao saldo de 213 vagas.

País perde 43,1 mil postos de empregos formais, em março

O mercado de trabalho formal apresentou, em todo o País, saldo negativo de 43,1 mil empregos com carteira assinada, em março deste ano. Segundo dados os divulgados, em Brasília, pelo Caged, em março, foram registradas 1,2 milhão de admissões e 1,3 milhão de demissões no período.

No mês anterior, o saldo havia ficado positivo, com 173,1 mil admissões (1,4 milhão de admissões e 1,2 milhão de demissões). Com isso, no acumulado do bimestre (fevereiro/março), o saldo está em 129,9 mil vagas formais de emprego.

A maior perda registrada, em março, foi no setor de comércio, que apresentou uma diminuição de 28,8 mil vagas, seguido de agropecuária (-9.545), construção civil (-7.781), indústria da transformação (-3.080) e serviços industriais de utilidade pública (-662).

Três setores tiveram resultados positivos: serviços (4,5 mil), administração pública (1,5 mil) e extrativa mineral (528). Os estados que apresentaram os piores resultados foram Alagoas (-9,6 mil vagas), São Paulo (-8 mil), Rio de Janeiro (-6,9 mil), Pernambuco (-6,2 mil) e Ceará (-4,6 mil).

Os que anotaram saldo positivo foram Minas Gerais (5,1 mil), Goiás (2,7 mil), Bahia (2,5 mil), Rio Grande do Sul (2,4 mil), Mato Grosso do Sul (526), Amazonas (157), Roraima (76) e Amapá (48).

O salário médio das admissões registradas, em março, ficou em R$ 1.571,58, valor que, se comparado ao mesmo período do ano anterior, representa perda real de R$ 8,10 (-0,51%).

Já o salário médio que era pago no momento da demissão apresenta queda maior, de R$ 29,28 na comparação com março de 2018 – valor que representa perda real de -1,69%.

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