ANP exige gasolina de melhor qualidade

Mercado é obrigado a oferecer combustível mais eficiente do que a comercializada até então. A nova gasolina melhora a autonomia do veículo, que, com isso, consome menos combustível

Manaus – Produtores de combustíveis são obrigados a oferecer gasolina automotiva de melhor qualidade, menos nociva aos motores e ao meio ambiente, um novo padrão estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Mais eficiente do que a comercializada até então, a nova gasolina melhora a autonomia do veículo, que, com isso, consome menos combustível. Além disso, a partir da sua oferta no mercado, fica mais fácil também para as empresas montadoras de veículos utilizarem tecnologias de motores de melhor qualidade, com capacidade de reduzir as emissões atmosféricas.

Para o consumidor final, no entanto, o produto deve sair mais caro. Por enquanto, ainda é possível encontrar a ‘velha gasolina’ nos postos. As distribuidoras têm mais 60 dias de adaptação e os revendedores, 90 dias.

As distribuidoras têm mais 60 dias de adaptação e os revendedores, 90 dias para ofertar (Foto: Fernando Frazão/ABr)

Segundo a especialista em regulação da ANP, Ednéa Caliman, o produto brasileiro passará a ter mais qualidade e maior eficiência energética.

“Essa definição é importante. Quanto maior a massa específica do combustível em termos de hidrocarbonetos, maior é a densidade energética do combustível, ou seja, para o mesmo volume de combustível injetado no motor haverá a geração de maior quantidade de energia no momento da queima do combustível. Com isso, esperamos que proporcione maior rendimento, gerando diminuição do consumo e aumento da autonomia dos veículos”, disse.

A agência reguladora informou que as novas especificações são resultado de estudos e pesquisas dos padrões de qualidade, considerando o acompanhamento das especificações e harmonizações internacionais. Houve ainda amplos debates com os agentes econômicos do mercado de combustíveis.

De acordo com a Petrobras, responsável pela produção de 90% da gasolina vendida no Brasil, o custo de produção é apenas um dos fatores que determina o custo final da gasolina, que também é influenciado pelas cotações do barril de petróleo e do câmbio e pelo custo com frete.

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