Banco Central põe mais de R$ 1,2 trilhão em recursos à disposição dos bancos

Objetivo é manter a disponibilidade de dinheiro para que instituições financeiras possam fazer normalmente suas operações com os clientes

Brasília – Para combater os efeitos negativos da epidemia de coronavírus sobre o sistema financeiro, o Banco Central já anunciou a disponibilidade de R$ 1,216 trilhão para os bancos brasileiros. A cifra, divulgada ontem pelo próprio BC, equivale a 16,7% do PIB.

O Banco Central busca combater os efeitos negativos da epidemia de coronavírus sobre o sistema financeiro (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Os recursos têm como objetivo manter a liquidez no sistema – ou seja, a disponibilidade de dinheiro para que as instituições financeiras possam fazer normalmente suas operações com os clientes (empresas e pessoas físicas). Não significa, no entanto, que essa enxurrada de recursos vai ser emprestada pelos bancos – até porque tomar empréstimo em meio à crise é uma decisão dos clientes.

Mesmo assim, chama a atenção o fato de que o anúncio de recursos já é substancialmente superior ao verificado após a crise econômica global de 2008. Na época, o BC proveu liquidez de R$ 117 bilhões, o equivalente a 3,5% do PIB.

Entre as medidas para combater o efeito da pandemia sobre o sistema financeiro estão a redução das alíquotas de compulsório sobre depósitos a prazo, de 31% para 25%, e a diminuição da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no Indicador de Liquidez de Curto Prazo (LCR) dos bancos. Estas duas medidas, anunciadas em 20 de fevereiro, representam a injeção de R$ 135 bilhões no sistema.

Ontem, o BC anunciou nova redução das alíquotas dos compulsórios, de 25% para 17%. A medida, que valerá até 14 de dezembro, representa um adicional de R$ 68 bilhões para o sistema financeiro.

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