Banco da Amazônia disponibiliza R$ 1,45 bi para empresas e produtores do AM

O dado foi revelado na manhã desta terça-feira, durante entrevista com o superintendente do banco, André Luiz Vargas

Manaus – Cerca de R$ 1,45 bilhão foi disponibilizado pelo Banco da Amazônia para investir em pequenas, médias e grandes empresas que atuam em infraestrutura, comércio e serviços, produção de agronegócio e aos pequenos produtores rurais do Amazonas em 2019. O recurso faz parte do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e foi anunciado pelo superintendente do banco, André Luiz Vargas, nesta terça-feira (15).

Segundo Vargas, o banco tem o objetivo de, em parceria com a iniciativa pública e privada, colocar à disposição o valor de R$ 1,7 bilhão para o Amazonas e Roraima e auxiliar no desenvolvimento sustentável da Amazônia, independente do porte, seja ele rural ou empresarial.

De acordo com o superintendente, o valor disponibilizado para investimento é variável e depende de cada negócio. Em 2019, foram disponibilizados R$ 1,45 milhões para financiamento. Deste recurso, R$ 475 milhões foram destinados para infraestrutura, R$ 745 milhões para comércio e serviço e apenas R$ 177 milhões para o agronegócio.

O o banco tem o objetivo de colocar a disposição o valor de R$ 1,7 bilhão para o Amazonas e Roraima (Foto: Divulgação)

“As taxas de juros para o rural, por exemplo, são a partir de 5,02% ao ano e para o seguimento não-rural 4,86% ao ano. O banco financia para implantação, reforma, ampliação, modernização, diversificação de produtos, para capital de giro. O ano de 2019 vai ser destaque em termos de aplicação no Estado”, afirmou o presidente.

Para empresários e microempresários que ainda não são clientes do Banco da Amazônia podem ter acesso as informações de valores e condições de acesso ao financiamento de duas maneiras: indo à uma das agências do Banco em Manaus e nas agências do interior ou por meio do site para fazer uma simulação do financiamento.

Produtores rurais

Aos produtores rurais da agricultura familiar foram disponibilizados, neste ano, R$ 47,5 milhões. Vale ressaltar que o setor tem uma inadimplência 15,5% considerada, pelo superintendente, elevada. Vargas relembra que uma lei garante a liquidez de até 95% da dívida, além de parcelamento e juros mais atrativos que são disponibilizados nas renegociações.

“Para quem teve acesso e hoje se encontra em dificuldades para honrar seus compromissos, que procure sua agência, seu gerente porque existe benefício por força legal, na Lei 13.729 que concede benefício para quem quer liquidar”, disse Vargas.

Na renegociação as taxas variam de 0,5 a 3,5%, mas para ter acesso aos benefícios que tornam o nome positivo no mercado, o cliente não deve se distanciar do banco. “Isso porque o recurso que era barato vira caro, porque aí vem inadimplência, mora multa”, disse ele.